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Xô, fantasma da recidiva

  

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Aprendendo a lidar com ele, a gente vive muito melhor

Aprendendo a lidar com ele, a gente vive muito melhor

O diagnóstico do câncer, sabemos, costuma ser o momento mais crítico da doença. Nós perdemos o chão, mas levantamos a cabeça, respiramos fundo, e vamos em frente. Vamos para a luta! Então, vem o tratamento e a força para lidarmos com os efeitos colaterais. Buscamos todos os tipos de ajuda, colocamos a cabeça no lugar, vamos evoluindo até chegarmos a tão sonhada remissão. Claro, é uma alegria. Dá um alívio danado. M, para alguns, as a luta pode continuar já que há a possibilidade da recidiva.

Durante o período do tratamento, a vida mudou demais e agora precisamos no adaptar a uma nova fase. Por mais que ela gere ansiedade e insegurança, aliás, como tudo o que é novo.

A psicóloga e psico-oncologista Flávia Sayegh, coordenadora do Comitê de Saúde Mental da ABRALE, reconhece que é um momento delicado e importante. Segundo ela, a gente fica por algum tempo sob os cuidados de uma equipe médica, de familiares, e aí se vê tendo alta, deixando de ter a obrigação de ficar num leito, sente um vazio, e tem o aval para voltar à vida de antes, a vida normal – o que pode ser assustador. Mas não é, né? Ainda mais para quem, inicialmente, venceu um câncer

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Precisamos de ajuda para nos mantermos fortes

Primeiramente, é preciso entender a diferença entre alguns conceitos: cura, remissão e recidiva

A remissão acontece quando a pessoa não apresenta mais nenhum sinal ou sintoma da doença, ou seja, durante aquele período não é mais possível detectá-la através de exames. Porém, apesar de não apresentar qualquer evidência da doença, ainda não é possível considerar o indivíduo como curado. Isso porque, ainda existe o risco da doença voltar ou há a necessidade de fazer um controle por meio de remédios.

É possível considerar que a cura foi alcançada após cinco anos de recidiva. Portanto, se durante esse tempo não for apresentado nenhum sinal da doença, ai sim é possível utilizar o conceito de cura.

Enquanto que a recidiva significa “está acontecendo novamente”, por isso é falado que o paciente teve uma recidiva quando a doença reaparece. Ela pode acontecer pouco ou muito tempo depois do fim do tratamento do primeiro tumor e faz com que a equipe médica tenha um novo olhar sobre à doença e ao tratamento.

Durante esse período dos cinco anos, são feitos exames periódicos e os dedos são cruzados até vir o resultado. É agradável? Definitivamente não é. Mas faz parte do processo, faz parte da luta. E vamos vencer porque é para isso que estamos aqui. Claro, buscaremos a ajuda necessária para nos mantermos fortes.

O apoio psicológico é bem importante nesse processo. Diz a psicóloga da ABRALE, Flávia Sayegh: “Como nos organizamos? Que atividade queremos, podemos e precisamos fazer? Como retomamos a vida social? Como lidamos com os exames?”.

É muito importante procurar viver com serenidade

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A psicologia nos ajuda a encontrar essas respostas e seguir em frente, com menos angústia. Há ainda outros aspectos importantes: devemos procurar viver com serenidade, buscando situações que nos deem calma e conforto. Aqui, não tem regras. Prefere fazer o exame acompanhado? Ok. Prefere não abrir o envelope do -resultado e levar direto para o médico? Ok. Quer marcar uma sessão de psicoterapia antes ou depois do exame? Sim, claro.

Cada um sabe qual é a melhor estratégia para lidar com a própria ansiedade. Mas importante: é preciso uma estratégia, de novo, respeitando os próprios sentimentos
e as emoções. Convenhamos, não há necessidade alguma de se mostrar forte, otimista, mesmo que no íntimo estejamos aflitos, inseguros e angustiados. A fragilidade é parte do ser humano. E não é demérito nenhum se sentir frágil, combinado? “É muito cruel não mostrar a própria dor, o medo…”, diz Sayegh, “Temos de externar. Otimismo vem quando se respeita o medo e a angústia. Há momento para tudo, até mesmo para viver o luto.”

Veio a recidiva? é hora de reconsiderar as nossas perspectivas

Sim, existe um luto que não tem a ver com a morte e sim com o processo de adoecimento. Acontece, sim, de perdermos a saúde e abandonarmos (provisoriamente) o
nosso plano de vida. Então é hora de reconsiderar as perspectivas e elaborar o novo momento de vida.

É fácil? Claro que não. Mas o que foi fácil até agora? Quando vem a recidiva, o que era medo vira realidade e temos que lidar com tudo de novo. Meu Deus, como
lidar com isso? A resposta está em suporte emocional e acolhimento para combater a insegurança. Não importa de onde venha esse acolhimento: há quem se apegue à fé, há quem se cerque de pessoas amadas, há quem foque em se dedicar a seguir o tratamento à risca – que, afinal, é o que podemos controlar.

Há também quem prefira ficar mais recolhido (mas sem se isolar, por favor!); há quem siga em frente e siga

Em todos os casos, vamos, sim, falar sem medo do medo de morrer. Afinal, a recidiva reacende a possibilidade de perdermos a luta contra a doença. “Todo ser humano vivo sabe que a morte vai chegar um dia, mas evitamos olhar para ela. Só que diante de um diagnóstico de câncer, temos de enfrentar essa questão e a morte assusta. Por isso falar sobre ela pode ajudar a lidar com a ansiedade”, ensina Flávia Sayegh.a vida normal.

A orientação vale para a família também. Quem está ao nosso redor vive o drama junto, tem que lidar com a alta do tratamento, que não é a alta da doença, e tudo o que isso significa. Ou seja, quem está ao lado do paciente também pode precisar de ajuda. Precisa? O que foi dito para quem tem câncer, também é dito para quem luta junto.

Nem sempre é fácil retomar os planos depois de passar meses absorvido pelo tratamento de câncer. É preciso se reorganizar. “O vazio e a ansiedade valem para todos e os familiares, muitas vezes, também precisam de ajuda”, diz Flávia.

 

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