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Lidando com o prazer durante o câncer

  

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Abrir mão do sexo enquanto passa por um tratamento oncológico não é necessário, porém o paciente deve saber como agir na intimidade

Abrir mão do sexo enquanto passa por um tratamento oncológico não é necessário, porém o paciente deve saber como agir na intimidade

Por Natália Mancini

A vida sexual significa o momento de maior intimidade para um casal. E o diagnóstico do câncer não deve ser considerado como fator determinante para interrompê-la. Afinal, a doença em si não impede que o paciente queira e tenha esse tipo de prazer.

Mas é possível que, por conta do tratamento, mudanças no corpo, além do medo e ansiedade, o paciente apresente uma diminuição na libido.

De acordo com o Dr. Hezio Jadir Fernandes Júnior, coordenador da Oncologia Clínica do Hospital Leforte, pacientes que não estejam realizando o tratamento com bloqueadores hormonais não costumam apresentar queda significativa na libido.

“Homens com câncer de próstata e mulheres com câncer de mama em tratamento com bloqueadores ou inibidores hormonais devem experimentar diminuição importante de libido. Mas, pacientes com outros tipos de tumores, utilizando quimioterapia citotóxica, geralmente não apresentam essa queda”, explica o Dr. Júnior.

Além do medo, outros fatores como a autoimagem podem influenciar no momento de prazer durante o tratamento. “A queda dos cabelos, por exemplo, pode afetar a autoimagem. Dessa forma, o paciente pode transitar na perda de identidade, baixa autoestima, insegurança e desequilíbrio emocional. Isso também pode ocorrer com pacientes submetidos à uma cirurgia”, diz a Cláudia de Sillos Matos, psicóloga do Hospital Leforte.

Perante essas mudanças corporais e conflitos psíquicos é comum que o paciente enfrente as alterações de libido. Porém é importante lembrar que existe um ser humano com identidade, repleto de fantasias e realidades à frente deste momento.

“O primeiro passo é se perceber, após isso buscar orientação com profissionais.  Com isso, o paciente pode se sentir mais confiante e comandar a própria vida. Assim ele passa a direcionar seus conteúdos psíquicos. Além de avaliar suas emoções diante o que está acontecendo”, ressalta Cláudia.

Prazer a dois

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Dr. Júnior enfatiza que não está proibido ter relações sexuais durante o tratamento. “No entanto, um paciente, mesmo com libido, pode optar por não ter relação. É possível que ele esteja enfrentando algum desconforto relacionado à cirurgia, radioterapia ou mesmo pelo tratamento quimioterápico. Como as náuseas e vômitos”.

Assim, a cumplicidade é a chave da questão, é essencial haver um diálogo aberto para organizar a vida a dois. É importante que qualquer questão que o paciente esteja enfrentando seja conversada sem constrangimento com o seu/sua parceiro(a). A compreensão e a empatia devem ser colocadas em prática para evitar desentendimentos e chegar numa solução.

“A intimidade é definida por ambos. Selando esse elo de confiança, podem surgir ideias para estimular o momento da prática sexual.  O parceiro além de escutar, pode propor atitudes novas, sendo agente ativo no prazer”, aconselha Cláudia.

Entretanto, independente do que seja decidido, é preciso que o paciente esteja confortável com a escolha. Seja ela continuar com a prática sexual ou interrompê-la.

Se o paciente não estiver feliz com a escolha feita, a psicóloga orienta a buscar Psicoterapia (individual, de casal ou sexual). Dessa forma, é possível compreender melhor o comportamento e questões psíquicas, que muitas vezes estão inconscientes.

Reacendendo as chamas

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Considerando usar medicamentos, existem alguns remédios e cremes que podem ajudar nesse momento.

“Cremes vaginais, até mesmo com dosagens pequenas de hormônios e que não são absorvidos pela mucosa vaginal, podem ser usados para manter a hidratação na região”, conta o Dr. Júnior

Entretanto, antes de fazer uso, é preciso discutir com o médico oncologista se é seguro e saudável. O paciente oncológico jamais deverá fazer uso de quaisquer medicamentos sem antes ouvir a opinião de seu médico.

Ao mesmo tempo, o prazer a dois pode ser encontrado em muitos aspectos e é preciso considerar os desejos, expectativas e necessidades de cada um.

É possível considerar a intimidade como uma conexão entre duas pessoas. Conversar com o parceiro sobre o que ele quer e ter clareza dos próprios limites pode gerar um acordo que gere mudanças nas questões sexuais.

“A cumplicidade para definição das alternativas e maneiras diferentes de se relacionar é sempre um início necessário. Pode-se pensar em momentos a dois, retomar antigas lembranças do relacionamento e reviver estes momentos, estabelecer o sexo na relação (com planejamento ou não), tomando iniciativa, conversando sobre o sexo, criando experiências novas e ressignificando  o prazer”, recomenda Cláudia.

Lembrando sempre que o afeto e intimidade podem ir além do ato sexual. Amar, sentir carinho, compaixão, felicidade na relação a dois corresponde a aspectos interpessoais. Enquanto que a excitação pode ser vinculada a estímulos e instinto. Vendo por essa perspectiva, é importante o paciente perceber que a frustração de não estar se relacionando sexualmente com o parceiro não deve ser mais importante que os sentimentos.

“O afeto pode levar ao sexo, porém a falta de sexo não deve destruir o afeto construído”, ressalta a psicóloga.

Você em primeiro lugar

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“No câncer de mama, por exemplo, é esperado que as pacientes entrem na menopausa antecipada. Por isso, elas terão que se adaptar a essa nova fase da vida. Similarmente, homens com câncer de próstata acabam tendo um baixo nível hormonal, por isso também podem ter a vida sexual comprometida”, explica o Dr. Júnior.

Se relacionar sexualmente envolve estar bem consigo mesmo, se sentir bonito(a), sensual. Apesar das mudanças físicas que ocorrem durante o tratamento, lembrar-se disso é fundamental.

A construção de quem somos e como queremos ser depende de uma pessoa muito especial e única: VOCÊ!

“Resgate e recrie novas maneiras de ser. Somos seres em constante mudança, e isso é fascinante. Quanto mais mudamos mais aprendemos. Aprendemos a ver, sentir e experimentar novos horizontes. A partir do momento que exercitamos a nossa capacidade de adaptação, metade da caminhada rumo à autoestima está concluída. Respeite seu corpo, sua mente, seus sentimentos, escute o que eles te falam, se não estiver feliz, busque mudanças, se reinvente. Se ame da maneira que for e estiver, busque sua paz interior, modifique o que não está bom, adapte o que lhe falta e seja grato ao que tem. Sinta verdadeiramente este movimento de dentro para fora. Se sentir atraente é atrair o que deseja. Você pode fazer isso a todo momento, se ofereça aquilo que busca. A resposta na maioria das vezes está sempre dentro de nós”, finaliza Cláudia

 

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