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Novidades para os tratamentos dos cânceres hematológicos estão a caminho

  

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Evento internacional traz novas drogas e combinações diferentes entre os medicamentos já existentes, com ótimos resultados

Evento internacional traz novas drogas e combinações diferentes entre os medicamentos já existentes, com ótimos resultados

Por Natália Mancini

No início de dezembro de 2019, foi realizado a 61ª edição do Encontro Anual da Sociedade Americana de Hematologia, conhecido como ASH. Foram três dias nos quais os médicos puderam compartilhar, debater e apresentar os resultados obtidos em novos estudos com tratamentos para doenças hematológicas tanto malignas quanto não malignas.

A equipe de comunicação da Abrale conversou com o Dr. Philip Scheinberg, coordenador da Onco-Hematoloa da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e que esteve no evento, para saber as principais novidades para esses cânceres.

“O que mais teve de novidade no ASH desse ano foi a introdução de drogas com novos mecanismos de ação, diferentes da quimioterapia e que vem mostrando resultados promissores. Tanto em combinação com outros tratamentos ou isoladamente, elas passaram a demonstrar resultados bastante importantes”, resume o Dr. Scheinberg.

Novidades nos tratamentos das leucemias

Leucemia Linfoide Aguda (LLA)

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Ainda no estudo com o Blinatumomab, quando combinado com o Dasatinibe, o medicamento mostrou ser muito eficiente em pacientes mais velhos com LLA PH+ e que não podem realizar a quimio. Nessa mesma linha, a combinação de baixas doses de quimio, Blinatumomab e Imatuzinab, que é um anticorpo com toxina conjugada a ele, mostraram resultados bem interessantes.

Saiba mais sobre a LLA.

Leucemia Mieloide Aguda (LMA)

De acordo com o hematologista, “a grande novidade são as terapia-alvo, ou seja, terapias que são específicas para determinadas mutações genéticas”.

As principais mutações incluídas nessa novidade são a IDH 1 e 2 e a FLT3. Essas terapias-alvo demonstraram importantes resultados tanto quando foram usadas isoladamente quanto quando associadas à quimioterapia.

“Mas no geral, o que chamou mais a minha atenção foi o uso do Venetoclax, uma droga que faz a célula leucêmica morrer”, explica o Dr. Phillip.

Saiba mais sobre a LMA.

Leucemia Mieloide Crônica (LMC)

O destaque para essa doença é uma nova droga chamada Ascumimub. Ela é tão recente que até há pouco tempo não possuía nome, era apenas um número bem grande.

Os estudos com esse medicamento mostraram ótimos resultados para a LMC refratária. Ele deve ser administrado em combinação com o Imatinib ou com outras drogas que já existem para LMC. Por exemplo Dasatinib e Nilotinoib.

“Em combinação, essa droga tem se mostrado bastante efetiva.  Dessa forma, ela tem sido usada sozinha também, mas principalmente em combinação para pacientes com LMC refratária”, conta o especialista.

Saiba mais sobre a LMC.

Leucemia Linfoide Crônica (LLC)

Para a LLC, a combinação de drogas já utilizadas no mercado foi a novidade! Os estudos combinaram Ibrutinib, Venetoclax e Obinutuzumabe.

“Então, Venetoclax + Ibrutinib, Venetoclax + Obinutuzumabe versus quimioterapia, Venetoclax + Obinutuzumabe + Ibrutinib são algumas das combinações que mostraram bons resultados nos tratamentos”, de acordo com o médico.

Saiba mais sobre a LLC.

Novidade nos tratamentos dos linfomas

Linfoma de Hodgkin (LH)

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Além do uso mais precoce dos inibidores de anti-PD1 com quimioterapia ou com o Brentuximab, que também apresentaram resultados positivos.

Saiba mais sobre o LH.

Linfoma não-Hodgkin (LNH)

O ASH trouxe um dado muito interessante sobre o Mosunetuzumab. Ele é um anticorpo biespecífico, no qual há um anticorpo que atua trazendo o sistema imunológico da pessoa junto ao câncer. Ou seja, ele aproxima o sistema imune da pessoa do tumor e tanto a droga quanto o anticorpo atacam as células cancerosas.

Além disso, o Dr. Philip diz que tiveram muitos estudos relacionados ao Car-T Cell para o linfoma difuso de grandes células recidivado e refratário.

“Foram mostrados mais dados do mundo inteiro. De 40% a 50% dos pacientes têm mantido remissão longas de até 4 anos. Parece que a resposta ao Car-T está associada a uma remissão mais duradoura”.

Foi apresentada também a droga Polatuzumab, um anticorpo conjugado com uma toxina. Ele foi estudado em combinação com outras terapias para o LNH recidivado ou refratário. Esse composto ainda não é aprovado no Brasil, mas a previsão é que a aprovação aconteça no próximo ano.

Saiba mais sobre o LNH.

Mieloma Múltiplo (MM)

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Primeiramente, os anticorpos conjugados com toxinas têm se mostrado, em estudos bem preliminares, altamente eficazes no MM recidivado.

Os anticorpos biespecíficos, que aproximam o sistema imune contra o MM, também têm mostrado ótimos resultados em pacientes recidivados ou refratários. Esses dois tipos de anticorpos nunca tinham sido usados em tratamentos para o MM antes.

Outro dado relevante é em relação aos estudos com Car-T Cell para essa patologia. A resposta ao tratamento, em primeiro momento, chega a 90% de remissão. Entretanto, a maioria desses pacientes recidivaram dentro de um ano.

“A discussão toda é sobre como evitar que esses pacientes recidivem. Por isso, tiveram novas formulações de Car-T mostrando diferentes formas de você construí-lo, com resultados bem interessantes. Mas, essas novas formas ainda estão em evolução, sendo estudadas”, conta o Dr.

Saiba mais sobre o MM.

Quando esses tratamentos serão realidade no Brasil?

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