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Linfoma, um diagnóstico desafiador

  

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Pacientes com este câncer chegam a demorar meses e até anos para receber um diagnóstico correto

Pacientes com este câncer chegam a demorar meses e até anos para receber um diagnóstico correto

Por Natália Mancini

Em 15 de setembro é comemorado o Dia Mundial da Conscientização sobre os Linfomas. Esse câncer acomete mais de 12 mil pessoas por ano no Brasil e diagnosticá-lo precocemente é fundamental! Por este motivo, a Abrale criou a campanha #SeToque, que objetiva levar informação sobre os principais sintomas da doença para toda a população.

Receber o diagnóstico de um câncer é difícil, mas não receber diagnóstico nenhum é pior ainda. Essa é a realidade de muitos pacientes de linfoma, já que grande parte dos sintomas são comuns à outras doenças benignas e dificultam a descoberta da doença. Por isso, é importante estar alerta e questionar o seu médico em caso de desconfiança.

Por que é tão difícil chegar ao diagnóstico do linfoma?

Dr. Roberto Luiz da Silva, coordenador de Hematologia do IBCC Oncologia, explica que os sintomas do linfoma também podem ocorrer em outras doenças clínicas. Por exemplo, o aumento dos linfonodos pode ocorrer em doenças como toxoplasmose e tuberculose. “Isso pode, parcialmente, explicar a dificuldade no diagnóstico”, considera ele.

Outra possibilidade para essa dificuldade é a demora para indicar uma biópsia e avaliar adequadamente os anátomos-patológicos.

“Existem diversos subtipos de linfoma não-Hodgkin e para a identificação correta é necessário um laboratório que tenha especialistas em Onco-Hematologia. A identificação desses subtipos também passa, muitas vezes, pela necessidade de exames complementares, aumentando a demora”, conta o Dr.

Em geral, os médicos que acompanham esses pacientes são os clínicos gerais, cirurgiões de cabeça e pescoço, otorrinos e infectologistas. Entretanto, como o linfoma pode se manifestar em locais mais ocultos, como a cavidade abdominal, pode ser um gastroenterologista também.

Agora, pode acontecer de a pessoa passar por várias especialidades médicas e nenhuma desconfiar do linfoma. Por isso, o Dr. Silva orienta que os médicos mais treinados para avaliar a necessidade de uma biópsia são os hematologistas e oncologistas.

Fatores que alertam para o diagnóstico de linfoma

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Qualquer aumento ganglionar deve ser altamente monitorado pelos médicos, principalmente se não houver uma infecção/inflamação que justifique o crescimento. “Um gânglio que seja indolor e que tenha mais de 2,5 cm deve sempre ser suspeito”, alerta o especialista.

Depoimento

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Alexandra Alves tem 38 anos e precisou passar por quatro médicos diferentes para descobrir ter um linfoma

“Em junho de 2015, senti uma bolinha no meu pescoço enquanto passava a mão na cervical, por acaso. Comecei a procurar nas pessoas de casa para ver se elas também tinham, mas não encontrei. Só achei em mim e isso me deixou com medo!

Fui para o Hospital Santa Marcelina, passei com um médico e relatei para ele. Cheguei até a contar que sentia muita dor muscular nas costas, além de estar com uma tosse forte, e ele respondeu que a dor era normal, mas que eu precisava investigar a tosse. E assim, me encaminhou para uma outra médica.

Ela me pediu para fazer uma tomografia e um raio-X de tórax, só que os dois deram negativo. Contei que estava com febre há mais de 15 dias e ela achou que poderia ser tuberculose por conta dos exames. Fui, então, encaminhada para um posto de saúde perto da minha casa. A médica até chegou a escrever no papel “tuberculose ganglionar”. Para mim, tuberculose só dava no pulmão, então foi uma surpresa. Ela mandou fazer aquele exame da secreção para confirmar se era mesmo.

Fiz esse exame e passei com outro médico. Esse era o terceiro médico. Ele descartou a possibilidade de ser uma tuberculose. Depois, pediu uma tomografia do pulmão, que deu negativa. Todos os exames de sangue deram normais. Porém, ele começou a investigar a possibilidade de outras doenças. Como toxoplasmose, infecção de garganta, dentária, mas meus exames não estavam alterados”.

Mais de um ano, e nada…

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Só que durante esse tempo, eu comecei a apresentar outros sintomas. Como coceira, febre e as bolinhas que estavam de um lado do pescoço começaram a aparecer do outro lado também, e depois debaixo da minha axila. Com tudo isso, o médico começou a se preocupar.

Mas eu já tinha entrado no Google e vi que esses sintomas eram de linfoma e comentei com esse médico. Eu sempre falei para ele que era linfoma de Hodgkin (LH), parecido com aquele do Gianecchini, porque os sintomas eram iguais. Ele falava que não era para eu por isso na minha cabeça.

Então, me encaminhou para o Hospital Brigadeiro para passar com um hematologista, porque ele não sabia mais quais exames pedir”.

Finalmente, o diagnóstico

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Para iniciar o tratamento, tive que esperar mais 15 dias. Assim que abriu uma vaga, fui internada e fiz dois ciclos de quimio. Precisei fazer transplante de medula óssea e o PET Scan já mostrou remissão completa. No dia 20 de setembro deste ano, fiz o oitavo ciclo de Brentuximab de manutenção.

Graças à Deus deu tudo certo. Agradeço muito pela ajuda da Abrale e por tudo o que vocês fizeram por mim.

 

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