Menu
Conteúdo gratuito para pacientes de câncer e doenças do sangue, e seus familiares!

Fazer terapia é “coisa de homem”?

  

Shutterstock 1234254205
Falar sobre o que sente é um importante passo para lidar melhor com o câncer e seu tratamento

Falar sobre o que sente é um importante passo para lidar melhor com o câncer e seu tratamento

Por Agnes Sewo, psicóloga da Abrale

“Você tem que ser forte”, “homem não chora”, ”homem não tem medo de nada” são algumas das frases que os homens costumam ouvir durante a infância. A impressão que elas transmitem é algo semelhante ao sentimento de obrigação, de algo que deve ser feito.

Desde criança, o homem é ensinado pela sociedade a não demonstrar suas emoções. Já que isso seria um sinal de fragilidade e fraqueza. Afinal, “o que os outros vão achar se te verem assim?”

Existe uma grande preocupação em relação ao que os outros vão pensar. Passar essa imagem de homem forte e corajoso, traria muitos benefícios para si próprio ao transmitir segurança na relação com outras pessoas, possibilitar uma boa colocação no trabalho, manter um destaque dentro do seu grupo de convívio, entre outros.

Essa construção de uma armadura firme, sólida e indestrutível pode trazer sérias consequências na parte emocional do indivíduo. Por exemplo, a autoestima. O homem, tendo em mente que não pode expressar seus medos e angústias diante dos outros, uma vez que esse comportamento não seria bem visto, começa a entrar em conflito com suas emoções pelo fato de não sentir que há alguém para ouvir suas necessidades e dar colo para suas dores.

homem; homem e sentimento; psicologia; câncer

Sentir-se vulnerável faz parte de ser homem

Sentir-se vulnerável, impotente faz parte do nosso existir, faz parte de cada pedacinho do ser humano. Demonstrar os sentimentos não significa que a pessoa é fraca. Mas, sim, que naquele momento da vida dela, ela está se sentindo daquela maneira.

Certa vez li uma frase assim: “não somos, estamos”. Somos o que sentimos em determinada situação. Uma pessoa pode se sentir insegura ao iniciar a quimioterapia, o que não significa que ela é insegura, e sim, que ela está insegura naquela fase do tratamento oncológico.

Sendo assim, o psicólogo entra em campo e inicia uma caminhada junto com o paciente. Ele vai ajudá-lo a compreender seus modos de pensar, suas emoções, seus comportamentos, facilitando, deste modo, a comunicação e a expressão dos sentimentos.

É muito importante buscar ajuda de um psicólogo, um profissional preparado para ajudar o paciente a lidar com as pressões que vêm da família, dos colegas, da mídia. Fazer um acompanhamento psicológico é algo que está associado a uma nova aprendizagem, a uma nova maneira de encarar os desafios e as dificuldades do dia-a-dia.

Na Abrale oferecemos atendimento psicológico com objetivo de dar um apoio emocional tanto para os pacientes, quanto para seus familiares e cuidadores. A Psicologia é democrática. Todos devem ter direito a realizar o atendimento psicológico e a receber nosso apoio, carinho e atenção! Entrem em contato conosco e agende um atendimento por meio do psicologia@abrale.org.br.

Ter um acompanhamento psicológico faz toda a diferença na saúde emocional de vocês!

 

O yoga pode também pode ser tornar um grande aliado para garantir o equilíbrio do corpo e da mente durante o tratamento. Veja mais aqui

Deixe um comentário

  Receba um aviso sobre comentários nessa notícia  
Me avise quando