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Vamos falar sobre vacinas?

Última atualização em 15 de dezembro de 2022

Entenda a importância dos imunizantes durante o tratamento do câncer

As vacinas foram uma importante conquista da ciência, afinal com elas veio a proteção contra diferentes tipos de doenças graves, que são advindas de vírus e bactérias. Inclusive, algumas delas foram completamente erradicadas devido à descoberta dos imunizantes.

Com a chegada da COVID-19, o tema voltou a ser destaque na imprensa e também na sociedade. Assim, muitas fake news passaram a surgir sobre a eficácia, segurança e até mesmo necessidade das vacinas.

A vacinação é indicada para pessoas de qualquer idade e também para aqueles que estão em tratamento do câncer.

Entenda as vacinas

As vacinas são substâncias preparadas para proteger crianças e adultos de doenças graves e muitas vezes letais. Por meio de produtos específicos, feitos em laboratório por especialistas, os imunizantes objetivam estimular as defesas naturais do corpo, preparando o organismo para prevenir/combater diferentes tipos de doenças de maneira mais rápida e eficaz.

Como funcionam?

As vacinas, sejam elas aplicadas de maneira injetável ou por meio de medicamento líquido (gotinhas), ajudam o sistema de defesa do corpo a combater infecções causadas por vírus e bactérias de maneira eficiente, provocando uma resposta imunológica. Ou seja, se um invasor (vírus ou bactéria) penetrar as células do organismo, o sistema imunológico já terá defesas preparadas para combatê-los.

Elas são seguras?

Sim! Todas as vacinas passam por rigorosos estudos clínicos, até que estejam aprovadas para uso na população. Estas pesquisas são feitas em diferentes fases e permanecem em avaliação, mesmo quando são aplicadas no grande público.

Antes de receber a aprovação, uma vacina é primeiramente submetida a testes laboratoriais (em animais) para avaliar a segurança e eficácia. A próxima etapa, que são os ensaios clínicos em seres humanos, acontece em três fases:

  • Fase 1. Em pequenos grupos de pessoas são avaliados segurança, efeitos colaterais, dosagem apropriada, método de administração e composição da vacina.
  • Fase 2. Aqui, centenas de pessoas participam da avaliação. É imprescindível que tenham as mesmas características (como idade e sexo) que as pessoas para as quais a vacina será destinada.
  • Fase 3. A vacina, nessa fase, geralmente é administrada a milhares de pessoas para ajudar a garantir que seja segura e eficaz para uso mais amplo.

Com os resultados dos ensaios clínicos finalizados, serão necessárias mais análises de eficácia, segurança e fabricação para que o imunizante seja, então, aprovado nas políticas regulatórias e de saúde pública.

Só depois de passar por todos esses processos, a vacina fará parte do Programa Nacional de Imunização.

Por que me vacinar?

Como vimos, as vacinas são uma ferramenta de proteção contra doenças infecciosas causadas por vírus e bactérias, que podem ser muito graves e até mesmo levar a óbito. De fato, muitas destas enfermidades estão erradicadas, mas vale lembrar que elas podem voltar, caso a população deixe de se vacinar. É o caso do sarampo, que estava controlado e em 2018 voltou a apresentar um surto no Brasil, entre as crianças.

A vacina, além de proteção individual, oferece também proteção para a sociedade como um todo, na chamada “imunidade coletiva” ou “efeito rebanho”. Somente com o maior número possível de pessoas imunizadas, as doenças infecciosas não voltarão a ser transmitidas em larga escala.

Vacinas durante o câncer: estão permitidas?

As vacinas existem para ajudar o corpo a combater doenças causadas por vírus e bactérias, e elas são indicadas para crianças, adolescentes, adultos e idosos, inclusive para aqueles que estão em tratamento do câncer.

Dentre as tecnologias utilizadas, alguns imunizantes são produzidos com vírus inativados (mortos) e outros por meio de vírus vivo, mas atenuados. E aí é que está o ponto de atenção, quando o foco são os pacientes oncológicos!

Quando a vacina é feita com vírus inativado, pode ser aplicada neste grupo de pessoas. Agora, se o vírus for vivo, ainda que atenuado, há contraindicações. Isso porque os pacientes oncológicos ficam imunossuprimidos (com a imunidade baixa, por conta da baixa quantidade de glóbulos brancos, que são células de defesa no organismo) devido à própria doença e aos tratamentos utilizados, como quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea. Nessa fase, caso tenham contato com o vírus, mesmo por meio da vacina, podem acabar contraindo a doença e não terão defesas o suficiente para combatê-la.

Isso quer dizer que todo paciente com câncer não poderá receber as vacinas com vírus vivos e atenuados? A resposta é não. É importante salientar que o câncer não é uma doença única e que cada subtipo apresenta características particulares. Por isso, é crucial avaliar com o médico, de maneira individual, como proceder.

Veja informações, clicnado no Manual Vacinas Abrale:

Fonte: Comunicação Abrale

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