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FERTILIDADE

QUIMIOTERAPIA CAUSA INFERTILIDADE?

Construir uma família e ver crianças correndo pela casa é, com certeza, o sonho de muitas pessoas.

Quando estamos passando por um tratamento de quimioterapia ou radioterapia com certeza  temos motivos para comemorar o fato de que eles garantem boa chance de cura, mas, infelizmente eles também podem causar infertilidade masculina ou infertilidade feminina.

Claro, tudo irá depender da idade do paciente, da situação clínica, e de quais medicamentos se faz uso. E por isso é essencial estar informado e conversar com o médico antes mesmo de iniciar a terapia indicada.


PLANEJAMENTO FAMILIAR

No mundo em que vivemos, o planejamento familiar é sempre de grande importância para que não haja imprevistos. Para um paciente em tratamento do câncer, torna-se essencial, já que alguns medicamentos podem ser prejudiciais ao bebê. Aqui vão algumas dicas para que aconteça uma preparação no antes, durante ou após o tratamento:

Quem teve câncer infantil fica infértil?

Quando o tratamento ocorre na infância, antes da puberdade, em geral os testículos e ovários são menos afetados pela quimioterapia, mas ainda assim há risco de falência, dependendo do esquema de medicação, dose e tempo. Se o risco for grande, devem ser discutidas maneiras de preservação da fertilidade, embora os resultados sejam ainda limitados.


CÂNCER NA INFÂNCIA | O QUE MENINOS E MENINAS PODEM FAZER PARA ASSEGURAREM SEREM PAIS E MÃES NO FUTURO?

Os meninos

Antes da puberdade ainda não há produção de espermatozoides, então o congelamento de sêmen não é possível. Neste caso, só há a opção da criopreservação de fragmentos dos testículos.

As meninas

Podem ser congelar fragmentos de ovário, procedimento ainda considerado experimental, mas que já tem resultados positivos e deve ser discutido com a família. Porém, como é necessária uma cirurgia, é preciso ponderar os riscos, já que muitas vezes a criança está debilitada pelo câncer.

ADOLESCENTES DO SEXO MASCULINO

Os adolescentes podem ter maturidade física e emocional para entender o problema e fornecer amostras de sêmen. Os espermatozoides poderão ser retirados diretamente dos testículos, através de uma biópsia. Caso após o tratamento o homem perca a produção dos espermatozoides mas deseje um filho, poderá utilizar a amostra congelada. Nesse momento, ele e a esposa deverão realizar uma inseminação artificial ou fertilização in vitro.


ADOLESCENTES DO SEXO FEMININO

Para as meninas é um pouco mais delicado o caso. Primeiro porque os ovários ficam dentro da cavidade abdominal, sendo o procedimento para colhe-los, mais invasivo. O segundo fator que dificulta um pouco mais, é o fato de que para os óvulos, poderem ser utilizados no futuro, devem ser colhidos maduros, sendo então necessário um estímulo hormonal prévio (que inclui injeções), que dura cerca de 10 a 20 dias, precisando, assim, adiar a quimioterapia. Isso só é possível se a menina já teve a primeira menstruação, senão os ovários não respondem. Após coletados, os óvulos pode-se optar por congela-los ou por fertilizá-los em laboratório e então congelar os embriões formados.

GRAVIDEZ APÓS O DIAGNÓSTICO DE CÂNCER | COMO AS MULHERES PODEM PROCEDER PARA MANTER A FERTILIDADE, OU GARANTIREM A MATERNIDADE APÓS O CÂNCER

 

Antes do tratamento

  • Recorra ao congelamento do tecido ovariano: neste procedimento, parte do ovário (ou sua totalidade) é removida e congelada para uso posterior, sendo possível após a puberdade. Esta é ainda uma abordagem experimental.
  • Pergunte ao médico sobre a transposição do ovário: neste procedimento, os ovários são movidos, por meio de cirurgia, para longe do campo que receberá radioterapia, minimizando sua exposição e, desta forma, os danos da radiação.
  • Opte pelo congelamento de embrião: neste procedimento os óvulos da mulher são removidos e fertilizados com o esperma de seu parceiro ou de um doador, e então congelados e armazenados para posterior inseminação artificial. O congelamento de embrião é a opção com a mais alta probabilidade de sucesso de gravidez para as mulheres. O processo de estimulação e coleta leva, pelo menos, de três a quatro semanas, mas algumas pacientes não têm como esperar esse tempo para o início de tratamento quimioterápico.

Durante o tratamento

  • Utilize uma proteção no ovário (blindagem do ovário). Se possível, o médico colocará uma proteção externa para proteger os ovários durante a radioterapia de abdome.
  • Informe-se com seu médico sobre o hormônio de liberação de gonadotropina (GnRHs): este medicamento pode ser utilizado durante a quimioterapia, pois visa minimizar os danos à fertilidade. Esta é uma abordagem experimental de preservação da fertilidade.

Após o tratamento

Caso a gravidez esteja nos planos, será necessário conversar com o médico para ver se realmente a paciente já está hábil para gerar um bebê, realizando exames de avaliação como o de fertilidade feminina e averiguar se há ou não dificuldade para engravidar.

A GRAVIDEZ E O CÂNCER | O QUE FAZER DURANTE O TRATAMENTO?

DURANTE O TRATAMENTO, CONVÉM USAR PROTEÇÃO!

A maioria dos medicamentos contra o câncer pode trazer riscos ao bebê, por isso é muito importante usar métodos contraceptivos (como as camisinhas ou anticoncepcionais, com prescrição médica) durante o tratamento.


E SE ENGRAVIDAR DURANTE O TRATAMENTO?

Quimioterapia só a partir do terceiro mês, Radioterapia, não!


Engravidar durante o tratamento também não confirma que a criança terá problemas.

Caso a paciente engravide neste momento, ou seja diagnosticada durante a gravidez, a quimioterapia só poderá ser utilizada a partir do terceiro mês. Antes disso, ela pode prejudicar a formação do feto. Já a radioterapia não será realizada, já que ela pode causar sérios efeitos colaterais para o bebê.

FIQUE ATENTA! Não interrompa o tratamento sem indicação médica. Também é importante frisar que o bebê não nascerá com câncer, apenas porque a mãe ou o pai tenham a doença.

SAIBA O QUE FAZER PARA GARANTIREM A PATERNIDADE APÓS O TRATAMENTO DE CÂNCER

Antes do tratamento:

  • Congele seu sêmen em um banco especializado : e após colher o esperma, ele deverá ser congelado (chamado de “criopreservação de esperma”) e armazenado para uso posterior, procedimento possível somente após a puberdade.

Durante o tratamento

  • Utilize proteção testicular durante a radioterapia (blindagem testicular). Se possível, o médico colocará escudos na região pélvica do paciente, visando protegê-la contra os efeitos da radiação.

Após o tratamento:

  • Conte com doador de esperma: no caso de pacientes que tenham sido afetados pela infertilidade, sempre há como recorrer aos espermatozóides doados para o uso do paciente por um doador fértil e utilizados para gravidez por meio de inseminação artificial.

QUIMIOTERAPIA E INFERTILIDADE FEMININA

Determinadas quimioterapias podem causar atraso menstrual. Algumas mulheres também podem apresentar insuficiência prematura do ovário, a chamada menopausa precoce. Ao contrário da menopausa, esta não é uma ocorrência natural.


QUIMIOTERAPIA E GRAVIDEZ

Quando a insuficiência é causada pelo tratamento do câncer, é pouco provável que uma mulher tenha subsequentes períodos menstruais ou consiga engravidar naturalmente. Geralmente, é necessária uma terapêutica hormonal de substituição, incluindo estrogênios e progesterona, e por vezes também testosterona.


RADIOTERAPIA E QUIMIOTERAPIA DURANTE A GRAVIDEZ

Radiação para a zona pélvica pode causar danos para o útero, aumentando o risco de infertilidade, aborto, parto prematuro ou aborto espontâneo em grávida com câncer. Por isso é importante conversar com seu médico sobre gravidez. A radioterapia na região do seio e alguns medicamentos utilizados no tratamento do câncer podem impossibilitar a amamentação.

Em todas as mulheres, as mudanças ocorrem durante o ciclo reprodutivo. É preciso acompanhar com o especialista se essas mudanças são normais ou se são resultado da doença e/ou tratamento.


COMO PRESERVAR A FERTILIDADE?

Hoje, o método mais eficiente para a preservação da fertilidade é a criopreservação (ou congelamento) dos óvulos e do tecido ovariano, além da  transposição ovariana (deslocamento cirúrgico dos ovários para uma área que não receberá radioterapia).

Importante! Antes de iniciar o tratamento, converse com médico e o informe sobre seu interesse em ter a fertilidade preservada.

Tipo de resposta Fatores Testes usados para medir a resposta
Hematológica (resposta hematológica completa) Contagem de glóbulos sanguíneos voltam ao normal.
Nenhum blasto no sangue periférico.
Nenhum sinal ou sintonia da doença.
Baço volta ao tamanho normal.
Hemograma completo com diferencial
Citogenética
Resposta citogenética completa
Resposta citogenética parcial
Resposta citogenética maior
Resposta citogenética menor

Cromossomo Ph não detectado
1% a 35% das células tem cromossomo Ph
0% a 35% das células tem cromossomo Ph
Mais de 35% das células tem cromossomo Ph
Citogenética da medula óssea ou FISH

QUIMIOTERAPIA INFERTILIDADE MASCULINA

Quando o assunto é quimioterapia e fertilidade masculina, devemos lembrar que alguns quimioterápicos podem prejudicar a produção de esperma: os agentes alquilantes, como por exemplo a ciclofosfamida ou procarbazina, que têm efeito mais significativo na fertilidade. Outras drogas são geralmente menos tóxicas para a formação de células de esperma, mas também podem causar infertilidade, especialmente quando usadas como parte das diversas combinações de medicações terapêuticas.


FERTILIDADE MASCULINA APÓS QUIMIOTERAPIA

Se a radiação atinge os testículos, a produção de esperma geralmente é afetada permanentemente.os efeitos da quimioterapia, neste caso, podem ser temporários. Os indivíduos que tiverem a fertilidade atingida temporariamente devem ser reavaliados periodicamente.


É POSSÍVEL PRESERVAR A FERTILIDADE!

Com os avanços na ciência, hoje é possível preservar a fertilidade por meio da criopreservação (ou congelamento) do sêmen, procedimento citado pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) como o que apresenta maior probabilidade de sucesso para os pacientes do sexo masculino.

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