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Os linfomas não-Hodgkin (LNH) se apresentam em um grupo complexo com mais de 80 tipos distintos da doença.

Célula do linfoma ilustração 3D

Célula do linfoma ilustração 3D

Classificamos os tipos mais encontrados em 2 grupos: agressivos e indolentes.

Linfoma Difuso de Grandes Células B

É o tipo mais comum e corresponde a cerca de 30% dos casos. Ele ocorre principalmente em pessoas mais velhas, na maior parte dos casos tem um crescimento rápido dos linfonodos no pescoço, ou em órgãos como intestino, cérebro e medula espinhal. O tratamento é feito com quimioterapia e os protocolos mais utilizados são R-CHOP ou DA-EPOCH-R.


Linfoma do Sistema Nervoso Central

Existem dois tipos de linfoma do SNC: primário e secundário. O primário tem início no cérebro e/ou na medula espinhal. É comumente associado ao linfoma ligado ao vírus da Aids, mas também pode estar relacionado a outros tipos da doença. Já o secundário começa em outras áreas do corpo e se espalha para o cérebro e/ou medula espinhal. Ambos são bastante raros e o tratamento envolve quimioterapia e imunoterapia.


Linfoma ligado ao vírus HTLV

É causado pela infecção do vírus HTLV (mesma família do HIV- Aids) e também pode causar lesões na pele, além de problemas ósseos. O tratamento dependerá de como o paciente tem respondido ao tratamento contra o HTLV, mas a quimioterapia será indicada.


Linfoma de Burkitt

Tipo de linfoma que atinge as células B, pode envolver a mandíbula, ossos da face, intestinos, rins, medula óssea e até mesmo o sistema nervoso central (SNC). Atinge mais homens que mulheres, com uma idade média de 30 anos. Embora seja um linfoma de crescimento rápido, ele pode ser curado com o tratamento correto. As principais opções de quimioterapia são:

CODOX-M/IVAC

CODOX M: Vincristina, Doxorrubicina, Ciclofosfamida, Citarabina, Metotrexate IVAC: Etoposideo, Ifosfamida, Citarabina e Metotrexate. R Hyper-CVAD: Rituximabe, Ciclofosfamida, Mesna, Vincristina, Doxorrubicina e Dexametasona, alternando com Metotrexate, Leucovorin, Citarabina e Metilprednisolona.

EPOCH-R: Rituximabe, Etoposideo, Prednisona, Vincristina, Ciclofosfamida e Doxorrubicina.

Os principais sintomas do Linfoma de Burkitt são dores de cabeça, confusão mental, problemas de visão, entre outros.


Linfoma de Células do Manto

Ele apresenta células de tamanho pequeno e médio, e acomete os gânglios linfáticos, medula óssea e o baço. É mais frequente em homens, com idade
média de 60 anos, não apresenta um crescimento rápido, e é considerado mais difícil de tratar. O tratamento é feito com quimioterapia combinada ao
transplante de medula óssea, e apresenta bons resultados, oferecendo uma melhor chance de sobrevida a longo prazo.

Clique aqui e leia o material completo sobre o Linfoma de Células do manto.


Linfoma de Célula T Periférico

Ele se desenvolve a partir das células T mais maduras. São bastante raros e geralmente acomete pessoas acima dos 60 anos de idade. Os tipos mais comuns são:

  • Linfoma Anaplásico de Grandes Células :

    Ele geralmente tem início nos linfonodos e pode se espalhar para a pele. É dividido em Linfoma Anaplásico de Grandes Células Positivo, comum em jovens e altamente curável, e Linfoma Anaplásico de Grandes Células Negativo, mais comuns em idosos e com tratamento por meio de quimioterapia e radioterapia, também com boas respostas.

  • Linfoma Cutâneo de Grandes Células Anaplásicas Primárias:

    Este tipo de linfoma acomete, na maior parte dos casos, a pele, mas outras partes do corpo também podem ser afetadas.

  • Linfoma de Células T Hepatoesplênicas:

    Ele tem início no fígado e baço e costuma afetar mais homens jovens.

  • Linfoma de Células T Angioimunoblástico:

    Este tipo da doença acomete os linfonodos, afetando o baço ou o fígado. As erupções na pele também podem ser comuns.

  • Linfoma Extranodal de Células “Natural Killer”/Célula T Nasal:

    Este é um tipo bastante raro da doença, que pode atingir as vias aéreas do paciente, como boca e garganta. Este tipo é bastante agressivo e como tratamento são utilizados esquemas de quimioterapia, associados à radioterapia.

  • Linfoma de Células T Associado a Enteropatia:

    O linfoma de células T associado a enteropatia é uma neoplasia rara, que ocorre no revestimento do intestino e que está frequentemente associado à doença celíaca (sensibilidade ao glúten).

Linfoma Folicular

Este subtipo é o segundo mais comum dos LNH e é mais frequente após os 60 anos de idade. Seu crescimento é bastante lento. É possível que alguns pacientes não precisem de tratamento por muitos anos, enquanto outros precisarão iniciar a terapia o quanto antes. A quimioterapia é a principal opção utilizada no combate à doença. Dentre os medicamentos utilizados estão: Rituximabe, R-CHOP e Obinutuzumab. A radioterapia também pode ser indicada.


Linfoma de Célula T Cutâneo (Micose Fungoide)

Este tipo de linfoma surge na pele e costuma ter como um dos principais sintomas, a coceira. Ela pode ser bastante incomodativa, mas com o início do tratamento, este sinal tende a passar. O tratamento irá depender do estadiamento do paciente – podem ser aplicados tratamentos na pele, como a pulsação de luz ultravioleta, mas a quimioterapia também é indicada.

Linfoma Linfoplasmocítico (Macroglobulinemia de Waldenstron)

Este tipo de linfoma é muito raro. Suas células são pequenas e apresentam um crescimento lento, podendo envolver as pernas e o sistema gastrointestinal. Para pacientes assintomáticos, é possível apenas acompanhar, sem iniciar um tratamento. A quimioterapia é opção para tratar, assim como os anticorpos
monoclonais: Clorambucil e Ibrutinibe.


Linfoma Linfocítico de Pequenas Células / Linfoma Linfocítico Crônico

O mesmo tipo de célula, conhecida como linfócito pequeno, também está presente na leucemia linfoide crônica. Ambos são de crescimento lento e recebem o mesmo tratamento, com bons resultados. Pessoas acima dos 60 anos são as mais expostas. O Rituximabe é o medicamento mais utilizado para o seu tratamento.


Linfoma Mediastinal de Grandes Células

Um subtipo do linfoma difuso de grandes células B, tem como característica a fibrose (cicatriz). Ele é raro, e a maior parte dos pacientes é mulher, na faixa dos 30 anos de idade. Por começar na região do tórax (mediastino), pode provocar dificuldade respiratória. Também tem um crescimento rápido, mas responde bem ao tratamento.


Linfoma Intravascular de Grandes Células B

Muito raro, as células doentes são encontradas apenas no interior dos vasos sanguíneos.


Linfoma de Célula T Linfoblástico

Em alguns casos ele é considerado um linfoma, em outros, leucemia. Tudo vai depender do quanto a medula óssea está envolvida. Se atingir o mediastino (região do tórax), ele pode causar problemas respiratórios.


Linfoma de Zona Marginal

Existem 3 tipos de linfomas de zona marginal. São eles:

  • Linfoma do Malt Extragástrico

    Tem início no estômago, mas pode se espalhar para outras partes do corpo, como pele, ao redor dos olhos e tireoide.

  • Linfoma de Zona Marginal Nodal

    Acomete principalmente mulheres mais velhas, e geralmente é localizado nos nódulos linfáticos. Seu crescimento também é lento e pode ser curável, em especial, se diagnosticado logo no início.

  • Linfoma da Zona Marginal Esplênico

    É muito raro, e os pacientes são, na maior parte, idosos e homens. Tem início no baço, mas pode atingir a medula óssea e o sangue. Em alguns casos, o tratamento não é indicado, já que seu crescimento é lento. Porém, o acompanhamento médico é essencial. É possível que algumas doenças hepáticas também estejam associadas e por isso o tratamento com Interferon pode ser indicado. Em um geral, o tratamento é feito à base de quimioterapia, com uma combinação de medicamentos, ou utilizando o imunoterápico Rituximabe.

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