skip to Main Content
11 3149-5190 | 0800-773-9973 FALE CONOSCO Como ajudar DOE AGORA

Você está na sessão de Linfoma infantil, para ver sobre outras cânceres de sangue infantil CLIQUE AQUI

O Linfoma de Hodgkin

 Crianças podem ter Linfoma de Hodgkin?

Sim, embora não seja muito comum, crianças e adolescentes podem ser diagnosticados com linfoma de Hodgkin (LH).


O Linfoma de Hodgkin é mais frequente em adolescentes

O que é Linfoma de Hodgkin?

Ainda não se sabe o motivo para o surgimento Linfoma de Hodgkin, mas sim que ele é adquirido e não hereditário.

Ele surge quando certos linfócitos (tipo de glóbulo branco) que moram no sistema linfático, e que deveriam nos proteger contra as bactérias, vírus, dentre outros perigos, se transformam em malignas, crescendo de forma descontrolada e “contaminando” o sistema linfático.

Como o tecido linfoide está presente em muitas partes do corpo, o linfoma de Hodgkin ocorre mais frequentemente nos gânglios linfáticos presentes no tórax, pescoço e axilas.

Sinais e sintomas do Linfoma de Hodgkin em crianças e adolescentes

O corpo avisa quando algo não está indo bem. Os primeiros sinais do linfoma de Hodgkin são os gânglios aumentados (nódulos na região do pescoço, virilha e axilas), e sem apresentarem dor. Outros sintomas são:

  • Tosse, dificuldade para respirar ou dor no peito (quando o linfoma atinge os gânglios linfáticos do tórax)
  • Febre
  • Suor noturno
  • Perda de peso sem motivo aparente
  • Coceiras na pele (prurido)
  • Aumento do baço (esplenomegalia)

Os sintomas do Linfoma de Hodgkin são classificados como A e B

Os médicos podem usar as classificações A (quando há ausência de febre, suor e perda de peso) e B (quando acontece, ao menos, um desses sintomas).

IMPORTANTE! Fique sempre atento a qualquer mudança física e de comportamento que a criança e o adolescente podem apresentar. Quanto antes o LH for descoberto, melhor. O diagnóstico precoce faz toda a diferença na conquista dos melhores resultados durante o tratamento.

Diagnóstico do Linfoma de Hodgkin em crianças e adolescentes

Como um dos primeiros sinais é a presença dos gânglios aumentados (carocinhos), o especialista deve fazer um exame bem apurado, apalpando as regiões em que os nódulos linfáticos são mais fáceis de detectar, como axilas, pescoço e virilhas. Mas é importante saber que o aumento dos gânglios pode acontecer em locais imperceptíveis, como na região do abdome e peito.

O hemograma completo (exame de sangue) pode ser pedido, para controle, ao diagnosticar e durante o tratamento.

A partir dos sintomas, o médico também irá solicitar uma biópsia do nódulo, que será avaliada em laboratório. Neste momento, já será possível saber se o paciente tem ou não o linfoma. A biópsia da medula óssea (quando um pedacinho do osso da bacia é retirado) também pode ser solicitada, para ver se o linfoma não atingiu a medula óssea.


Os exames de imagem conseguirão mostrar a extensão da doença e se outros órgãos foram atingidos. São eles:

  • Tomografia computadorizada: o equipamento possui uma mesa em que o paciente fica deitado para a realização do exame, e por meio de raio x, pequenas fatias de regiões do corpo são avaliadas.
  • Ressonância magnética: este método utiliza ondas eletromagnéticas para a formação das imagens e permite uma avaliação dos órgãos internos de uma maneira mais abrangente.
  • PET Scan: ele mede variações nos processos bioquímicos, e ajuda a mostrar se um gânglio linfático aumentado contém linfoma ou se é uma alteração benigna. Este exame também pode identificar se pequenas áreas do corpo contém a doença e até se o linfoma está respondendo ao tratamento.

Para realizar o PET Scan, o paciente recebe uma injeção de glicose ligada a um elemento radioativo, e ao se submeter a uma tomografia computadorizada, os sinais da radiação emitidos pelo elemento radioativo poderão determinar qual a região em que a glicose está metabolizada em excesso.


**Todos estes exames estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). A Abrale oferece gratuitamente Apoio Jurídico a todos os pacientes do Brasil. Se você está enfrentando alguma dificuldade em seu tratamento, não hesite em nos contatar!

Estágios do Linfoma de Hodgkin em crianças e adolescentes

Os exames diagnósticos também avaliam a extensão da doença, também conhecida por estadiamento. Com isso, o médico conseguirá entender em qual o estágio da doença.


Entenda os estágios do Linfoma de Hodgkin:

  • Estágio I – quando apenas um grupo dos linfonodos foi acometido, ou um único órgão foi atingido
  • Estágio II – quando dois ou mais grupos de linfonodos se agruparam do mesmo lado do diafragma
  • Estágio IIIquando os grupos de linfonodos comprometidos estão em posições diferentes (acima e abaixo) do diafragma
  • Estágio IV – quando estão envolvidos linfonodos e outros órgãos (como pulmões, fígado, ossos) e/ou medula óssea.

IMPORTANTE! Converse com o médico a respeito dos exames e procure tirar todas as suas dúvidas: como são feitos os procedimentos, se há algum risco, em quanto tempo saberá o resultado e o que mais quiser saber. É muito importante se sentir seguro!

FIQUE ATENTO! Quanto antes o LH for descoberto, melhor. O diagnóstico precoce faz toda a diferença na conquista por melhores resultados durante o tratamento.

Tratamento do Linfoma de Hodgkin em crianças e adolescentes

O tratamento para linfoma de Hodgkin em crianças e adolescentes pode ter resultados excelentes, e as chances de cura ultrapassam os 80%. Os tratamentos do Linfoma de Hodgkin são principalmente baseados em Quimioterapia, Radioterapia e Transplante de células-tronco


Quimioterapia em crianças e adolescentes com Linfoma de Hodgkin

É um tratamento que utiliza medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes.

Os principais medicamentos utilizados na Quimioterapia de crianças com Linfoma de Hodgkin são:

  • Adriamicina
  • Bleomicina
  • Vinblastina
  • Dacarbazina
  • Bleomicina
  • Etoposido
  • Adriamicina
  • Ciclofosfamida
  • Vincristina
  • Procarbazina
  • Prednisona
  • Doxorrubicina
  • Mecloretamina
  • Vincristina
  • Prednisona

A administração é feita em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação. Ela pode ser oral ou aplicada direto no sangue, por meio de um cateter.

Efeitos Colaterais da Quimioterapia no Tratamento de crianças e adolescentes com Linfoma de Hodgkin

Alguns efeitos colaterais podem surgir, como enjoo, diarreia, obstipação, alteração no paladar, boca seca, feridas na boca e dificuldade para engolir. Mas saiba que existem medicamentos para amenizá-los. A nutrição é uma importante aliada na melhora de cada um deles, e por isso a Abrale fez uma seleção de alimentos que vão te ajudar bastante neste momento.

Porque as crianças ficam vulneráveis às infecções durante a Quimioterapia?

A imunidade baixa, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então fique atento e avise o médico imediatamente. Se for necessário, medicamentos serão administrados.

FIQUE ATENTO À HIGIENE E EVITE A INFECÇÃO! pequenos cuidados, como lavar as mãos das crianças com frequência, podem evitar que essas temidas infecções apareçam.


Radioterapia em crianças com Linfoma de Hodgkin

São utilizadas radiações ionizantes, que destroem ou inibem o crescimento das células anormais que formam um tumor. Mas tudo vai depender da doença ou do quadro clínico de cada paciente. Ela pode ser feita em conjunto à quimioterapia.

Os efeitos colaterais da Radioterapia em crianças com Linfoma de Hodgkin são em geral problemas de pele, como ressecamento, coceira, bolhas ou descamação.


Transplante de células-tronco em crianças com Linfoma de Hodgkin

É indicado em poucos casos, quando o paciente não responde aos outros tratamentos, mas tudo vai depender de fatores como condição clínica e idade da pessoa.

Se a medula óssea não estiver acometida, o próprio paciente será o seu doador, no chamado transplante autólogo.

Back To Top