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Doria anuncia ex-diretor de Einstein e Sírio para comandar a Saúde de SP

Médico José Henrique Germann Ferreira assumirá a secretaria a partir de janeiro

Artur Rodrigues
SÃO PAULO

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (8) Gustavo Junqueira para a pasta da Agricultura e o médico José Henrique Germann Ferreira para a Saúde. 

Antes disso, Doria havia anunciado três ministros de Temer para fazer parte do governo: Gilberto Kassab, do PSD, para Casa Civil; Rossieli Soares, na Educação; e Sérgio Sá Leitão, para a Cultura e Economia Criativa. 

Além deles, outro escolhido para posto importante no primeiro escalão foi o vice-governador eleito, Rodrigo Garcia (DEM), que ocupará a função na secretaria de Governo. 

Germann, 69, formado pela USP, foi diretor-superintendente dos hospitais Albert Einstein e do Sírio Libanês. Atualmente, ele é supervisor do programa de residência médica da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. 

Na área da Saúde, a principal aposta da futura gestão Doria é levar o programa Corujão da Saúde –que contrata exames de hospitais privados –para o resto do estado. Ele não deu metas sobre o programa. 

"Ele não se aplica a todas as cidades. Ele se aplica às cidades onde a gente tem hospitais privados", disse Doria. "As metas serão apresentadas oportunamente pelo secretário". 

O secretário da Saúde não deu detalhes sobre novidades em relação aos programas. Apenas confirmou que vai levar o Corujão para o resto do estado, com objetivo de zerar as filas de exames, e manterá o programa estadual de assistência a viciados em drogas, o Redenção.

"A secretaria atende a população muito bem, mas sempre  precisa melhorar, porque os problemas mudam. Então, temos que criar inovações e soluções", disse Germann. 

Junqueira, 46, é produtor rural. Ele é sócio-diretor da Brasilpar Investimentos. Entre 2014 a 2017, presidiu a Sociedade Rural Brasileira.

Até o momento, não há nenhum tucano entre os anunciados pelo futuro governador. 

Mais uma vez, Doria afirmou que não olhou partidos ao escolher seu secretariado. "Isso não é o nosso fundamento. É tem capacidade, especialização, liderança e capacidade máxima de gerir com eficiência", disse. 

Apesar disso, ele afirmou que tem reunião marcada com o PSL --no caso, o presidente estadual da sigla, Major Olímpio, que fez fortes críticas a Doria durante a campanha. 

HISTÓRICO

Dos três ministros da gestão Michel Temer (MDB) também anunciados, o ex-prefeito da capital paulista Gilberto Kassab (PSD), atual ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, assumirá a Secretaria da Casa Civil.

Kassab tornou-se réu em setembro deste ano devido a ação do Ministério Público de São Paulo que o acusa de ter recebido via caixa dois o valor de R$ 21 milhões durante campanha para prefeito em 2008. Doria e Kassab disseram que as acusações não influenciarão em nada no mandato. ​

Na terça (6), Doria anunciou Rossieli Soares da Silva, titular do Ministério da Educação, para a pasta da Educação e, para a Secretaria da Cultura, o atual ministro da pasta federal, Sérgio Sá Leitão.

Na campanha eleitoral, Doria usou a gestão Temer para atacar adversários. Em debates e programas de rádio e TV, buscou desgastar seu adversário na corrida estadual, Paulo Skaf (MDB), ao associá-lo ao presidente da República.

 

Fonte: Folha de S.Paulo

 

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