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Abrale participa do Congresso Nacional dos Hospitais Privados

Entre os temas prioritários estavam as mudanças essenciais na saúde pública e suplementar

De 7 a 11 de novembro, a equipe de políticas públicas da Abrale esteve presente no Congresso Nacional dos Hospitais Privados (CONAHP 2022).

Entre os temas prioritários tratados no evento estiveram a Saúde no novo governo e as mudanças necessárias nos sistemas públicos e privados.

Sobre as discussões a respeito do plano emergencial do governo estão: Plano Nacional de Imunização e retomada de ampla cobertura vacinal, diagnóstico precoce e acesso a tratamento em Oncologia, assistência farmacêutica, fortalecimento das relações interfederativas e financiamento da saúde – Sistema Único de Saúde (SUS).

O ex-Ministro Dr. Arthur Chioro comentou que como ação emergencial a equipe de governo irá se empenhar na recomposição do orçamento público da saúde para 2023. Chioro também afirmou que mutirões devem contar com parcerias do setor privado e classificou como “lastimável” a situação do setor, sobretudo dos indicadores de imunização.

Uma das grandes preocupações da equipe será garantir a continuidade das ações de saúde e, sobretudo, ampliar o diálogo com setores envolvidos para encontrar soluções a curto, médio e longo prazo para a saúde.

Nelson Theich falou sobre a necessidade de regionalização e destacou que não existe um país médio, o Brasil é heterogêneo e existe desigualdade entre os municípios.

Já Antônio Britto, diretor-executivo da Anahp, se disse otimista.

“Estamos otimistas ao ver que a Saúde no Brasil, apesar de tudo, tem melhorado. Mas, com espírito realista, sabemos que ainda estamos longe do ideal”, declarou. “Nossa missão é assumir nossa responsabilidade e caminhar em direção a uma saúde de mais qualidade, mais acessível e equitativa”.

O futuro da atenção básica à saúde no Brasil

A formação dos profissionais de saúde foi destacada por todos os participantes como fator elementar no processo de modernização da atenção básica.

“Temos que pensar na educação em toda a sua extensão, inovar no jeito que estimulamos e preparamos os jovens para suas escolhas e formações. Não podemos pensar na saúde sem pensar na formação de nossos profissionais”, ressaltou a professora titular da FGV-EAESP Ana Maria Malik.

Financiamento do SUS

Especialistas apontaram a falta de financiamento do SUS e destacaram a importância da atenção básica.

“9% do PIB brasileiro está destinado ao setor privado, enquanto 4% ao público. O investimento federal, que gira em torno de R$ 260 milhões, tem que dar conta de 212 milhões de usuários, enquanto o setor privado atende menos com mais”, afirmou Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista.

Adriano Massuda, professor da FGV, concordou com Vecina sobre a falta de financiamento e ressaltou que os municípios acabam sendo os mais abalados, uma vez que ali acontece a compra de insumos, o pagamento da folha de colaboradores etc.

Saúde suplementas & Governo

De acordo com Manoel Peres, diretor-presidente da Bradesco Saúde, há necessidade de o Governo reconhecer o papel da saúde coletiva e priva.

 “Isso ainda não é compreendido. A saúde supletiva tem um papel importante na educação para o desenvolvimento dos profissionais, uso das tecnologias, seja por conta do financiamento quanto difusão do conhecimento. É preciso o Judiciário reconhecer o papel da ANS.  O setor precisa ter mais estabilidade para atuar, seja no ponto de vista legislativo, quanto no judiciário. Vivemos uma avalanche de notificações e sobressaltos para previsões do futuro que tornam difícil atuar. Não conseguimos desempenhar bem o entendimento do financiamento da saúde supletiva técnico para o beneficiário, do ponto de vista de quem opera. É muito caro ter uma campanha massiva de educação sobre esse aspecto”, disse.

Renato Casarotti, presidente da Abramge, mencionou uma possível crise existencial.

“Existe uma confusão de papéis. Espera que seja um SUS paralelo e funcione da mesma forma, mas a lógica mutualística é muito diferente. Agora, sob o ponto de vista da integração de dados entre os dois sistemas vê-se avanços. Diante da Telemedicina, Conect SUS, a rede nacional de dados em saúde, mais os dados da ANS, o prontuário único parece mais próximo de se tornar realidade, e a possibilidade de navegar entre os sistemas aumenta. Sobre Acesso, comento que não ter um norte de priorização do financiamento é uma problemática para a incorporação de novas tecnologias, quais linhas de cuidados serão priorizadas. Um debate difícil”, pontuou.

Para Paulo ChapChap, Conselheiro Estratégico do Negócio de Hospitais e Oncologia da Dasa, há um gargalo na demonstração de valor do serviço prestado para doenças como o câncer.

“É preciso enxergar as irregularidades e o valor entregue para os pacientes. Falta perseguir indicadores que mostrem a entrega de valor do sistema e sua ampliação. Dentre os indicadores de sucesso estão: o aumento de número de vidas seguradas, estágio do diagnóstico do câncer, migração para os menores estágios, diminuição do infarto fulminantes, controle no número de pessoas com diabetes”.

Paulo Rebello, diretor presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, entende que é necessário aproximar o judiciário.

Registro nacional de dados a anos está sendo discutido, mas é preciso ação. O custo está cada vez maior da saúde suplementar, 25% da população tem um plano de saúde, mas temos visto uma evasão desses planos e incapacidade de pagamento dos planos”, finalizou.

Saúde no Governo Lula

É muito importante garantir que a transição seja feita com responsabilidade e dê continuidade. Há urgências relacionadas à insegurança alimentar, internações de crianças em desnutrição muito grave, reforço da imunização com as doses complementares, perda de oportunidade de diagnóstico.

De acordo com o Deputado Luizinho, se faz necessário reestabelecer o diálogo e auxiliar o novo governo na reorganização do SUS e Saúde Suplementar.

“Temos que desburocratizar as amarras do sistema de saúde privada e discutir o marco legal da saúde Suplementar e Saúde Pública. Sem a expansão da saúde privada não tem a expansão da saúde pública”, falou.

Fonte: Políticas Públicas Abrale

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