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Pacientes do Hospital Oncológico Infantil recebem acessórios da campanha ‘Vá de Lenço’

A campanha da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) incentiva o uso do lenço em comemoração ao Dia Mundial do Câncer

Pacientes, acompanhantes e funcionários do Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo (Hoiol), em Belém, participaram na segunda-feira (5) de programação alusiva à campanha ‘Vá de Lenço‘. A ação nacional, promovida pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), incentiva o uso do acessório em comemoração ao Dia Mundial do Câncer, que alerta para a prevenção e diagnóstico precoce, além de promover a solidariedade com todos que enfrentam a doença.

No Oncológico Infantil, a oitava edição da campanha reuniu personagens infantis conhecidos do grande público. Mônica e Cebolinha, criados nos anos 1960 pelo cartunista e escritor Maurício de Sousa, deixaram os quadrinhos e adentraram as enfermarias da instituição. Durante visitas à beira-leito, a dupla divulgou mensagens da campanha, entregou lenços e interagiu com os pacientes internados.

A coordenadora de Humanização do Hospital, Natacha Cardoso, ressaltou que a cooperação com a Abrale iniciou antes mesmo do surgimento da campanha. ‘É uma parceria muito forte e iniciada em 2015 com o Projeto Dodói, que leva informações sobre o que é o câncer e todo o processo do cuidado, de forma lúdica para o paciente e seus familiares. Recebemos o material a ser utilizado nas orientações, que são realizadas pela equipe multiprofissional. A cada quatro meses, os colaboradores que atuam no Projeto têm a oportunidade de se capacitar por meio da OncoEnsino – plataforma de educação a distância voltada para profissionais da saúde’, explicou.

Em 2017, quando a ‘Vá de Lenço‘ foi realizada pela primeira vez, o Oncológico Infantil aderiu à ação. ‘Nos unimos ao propósito de levar informação e conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce, para que haja o aumento das chances de cura dos pacientes oncológicos’, completou Natacha Cardoso.

Memórias

A representante voluntária da Abrale, Edna Mcphee, disse que vivenciou a luta do filho contra um linfoma, e as memórias daquele período a incentivaram a aderir à causa. ‘Meu filho tinha dez anos quando descobrimos o câncer. Em um Dia das Crianças, eu perguntei o que ele queria de presente, e ele respondeu: ‘mãe, faz por outras crianças tudo aquilo que tu fazes por mim’. Naquele dia, senti algo que mudou completamente o meu olhar sobre ajudar o próximo. Hoje, prestes a completar 19 anos, ele é um rapaz lindo, cheio de saúde e de vida. Ingressei na causa como uma forma de agradecer a Deus pela cura dele, que foi a maior bênção que recebi na minha vida’, recordou.

Edna Mcphee contou que ser voluntária carrega alguns desafios, como a conciliação do trabalho, do lazer e da família com o compromisso de se doar à causa. E é por meio de parcerias que ela leva mensagens de esperança. ‘Agradeço ao Setor de Humanização do Hoiol, que sempre nos dá espaço para distribuirmos esse amor. Ver o sorriso e estar com os pacientes em um momento tão especial, como esse de homenagem. É algo que supera qualquer emoção que a gente possa ter. Por isso, eu convido as pessoas a conhecer e se apaixonar pela causa que leva abraço e carinho àqueles que precisam’, afirmou.

A autônoma Juliana Carvalho, 28 anos, acompanha a filha Emilly, 3 anos, na luta contra o câncer. Há sete meses a rotina da família mudou. ‘Tudo começou com uma febre frequente. Levamos ela ao médico e fizeram vários exames. Ouvir o diagnóstico é muito difícil. Ninguém gostaria de saber que uma criança está com câncer. Agora, a gente já entende, já aceita e consegue lidar. Graças a Deus, ela iniciou o tratamento e vem avançando fases. Às vezes, acontecem intercorrências que atrapalham as sessões de quimioterapia. Cada fase que eles passam é uma vitória alcançada. Tenho fé que um dia eles serão curados’, afirmou.

A paciente Elisa Amaral, que gosta de livros e filmes, não conteve a alegria ao ver personagens da Turma da Mônica

Natural de Rondon do Pará, município do sudeste paraense, Elisa Amaral, 8 anos, faz tratamento contra um tumor na medula (ependimoma grau III). No período de internação, ela enumera coisas que gosta de fazer no ambiente hospitalar. ‘Eu gosto de pintar, assistir filmes e novelas, mexer no celular e de falar. Também gosto de ir para a brinquedoteca do 2º andar e pegar o ‘Diário de um Banana’ (livro de uma série do gênero ficção escrito pelo cartunista norte-americano Jeff Kinney). Também gosto de ficar lá vendo outras crianças’, disse Elisa.

Quando indagada se também gostou da visita de personagens da Turma da Mônica, ela não hesitou. ‘Eu adorei ver a Mônica e o Cebolinha. São meus dois personagens favoritos. Só faltou a Magali, o Cascão e o coelhinho Sansão. Isso (a visita) é muito legal para alegrar as crianças que têm câncer’, acrescentou a menina.

Serviço: Credenciado como Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o Hospital Oncológio Infantil Octávio Lobo é referência na região amazônica no diagnóstico e tratamento especializado do câncer infantojuvenil, na faixa etária entre 0 e 19 anos. A unidade é gerenciada pelo Instituto Diretrizes, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), e atende pacientes oriundos dos 144 municípios paraenses e estados vizinhos.

 

Fonte: Secretaria de Saúde

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