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ANS abre consulta pública para incorporação de tratamentos do mieloma múltiplo recidivado refratário

A decisão poderá incluir novas opções terapêuticas para pacientes recidivados refratários no rol e poderá ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde

A Bristol Myers Squibb trabalha todos os dias para descobrir, desenvolver e disponibilizar medicamentos inovadores que ajudam os pacientes a superar doenças graves, como o Mieloma Múltiplo, uma forma de câncer de sangue que acomete a medula óssea e que geralmente causa anemia, problema renal, lesão nos ossos e aumento nos casos de infecções. Por sua incidência ser predominante na população de pessoas com idade superior a 60 anos, seus sinais podem ser confundidos com questões inerentes ao envelhecimento, o que retarda o diagnóstico1.

O acesso a alternativas terapêuticas modernas e efetivas é de suma importância para evitar a progressão desse tipo de câncer. Neste sentido, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abrirá esse ano consultas públicas para avaliar a incorporação de três novos tratamentos contendo um agente imunomodulador oral para o tratamento do Mieloma Múltiplo recidivado refratário (MMRR). Se aprovados, passarão a integrar o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde que estabelece a cobertura assistencial obrigatória na saúde suplementar. Uma delas já está aberta (número 118) e nela você poderá contribuir em dois desses tratamentos. O parecer preliminar da ANS para um deles foi favorável e o outro desfavorável à incorporação. Clique aqui e contribua, dizendo se você concorda ou discorda com as recomendações da ANS, até o dia 24 de outubro.

“O avanço nos tratamentos e novas combinações terapêuticas tem demonstrado acréscimo de qualidade de vida e de sobrevida aos pacientes recidivados refratários. A participação de toda a comunidade, sejam profissionais de saúde, pacientes ou cuidadores é essencial para transformar a vida desses que esperam por formas de se tratar reconhecidamente mais assertivas”, ressalta Christine Battistini, presidente da International Myeloma Foundation Latin America.

Diagnóstico

Atualmente, os meios de prevenção do mieloma múltiplo ainda não são conhecidos, bem como suas causas. Contudo, sabe-se que, além da idade, histórico familiar, exposição à radiação e a produtos químicos, como amianto e pesticidas, também são fatores de risco3. O diagnóstico é feito pelo hematologista ou oncologista, por meio de testes clínicos, sanguíneos, de urina e biópsia da medula2. Exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, são usados para identificar se o câncer compromete outras regiões do corpo. Estima-se que cerca de 95% dos casos são diagnosticados em fases avançadas da doença. Nesse quadro avançado, a taxa de sobrevida de cinco anos é de 51%, enquanto esse percentual pode chegar a 74% quando identificado em estágio inicial4.

Tratamento

Ao receber o diagnóstico para mieloma múltiplo, é hora de conversar com o médico especialista para compreender as alternativas terapêuticas disponíveis para o caso. Cada paciente é único, por isso é importante que a análise seja feita baseando-se no histórico e nas particularidades do quadro. Ambos, médico e paciente, devem considerar os benefícios do tratamento, riscos e possíveis eventos adversos.

Terapia medicamentosa engloba: quimioterapia, que interrompe a capacidade de crescimento e divisão de células cancerígenas; terapia alvo, cujo objetivo é atingir genes, proteínas ou tecido do câncer; corticoides, que em geral são usados de forma combinada com outros medicamentos; inibidores de proteassoma que facilitam a morte das células tumorais; e imunomoduladores, que auxiliam o sistema imunológico no combate à doença4. A classe de imunomoduladores constitui o pilar dos regimes de tratamento do mieloma6.

Transplante de medula óssea e radioterapia também podem ser usados nesses pacientes5. O avanço da ciência permite que esses pacientes tenham opções que contribuem para manutenção da sua qualidade de vida6.

Vale ressaltar que o acompanhamento deve ser multidisciplinar, a fim de ter acesso à terapia de suporte, que alivia o impacto emocional e físico do mieloma múltiplo. Atividades físicas regulares, dieta saudável, suplementação vitamínica e cuidado com o sono são meios de melhorar a qualidade de vida e o bem-estar dos pacientes oncológicos.

Apesar dos avanços terapêuticos recentes, o Mieloma Múltiplo continua sendo uma doença incurável e quase todos os pacientes apresentarão recidivas e/ou refratariedade ao tratamento1. A recidiva e a progressão da doença têm impacto negativo no prognóstico, e estão associadas à piora da qualidade de vida, aspecto importante, mas subestimado nos estudos clínicos de Mieloma Múltiplo. “Se aprovada, a nova alternativa terapêutica oferecerá uma opção a mais para tratar essa doença grave”, finaliza.

Referências bibliográficas

ABRALE. Os desafios do diagnóstico do mieloma múltiplo. Disponível em: https://www.abrale.org.br/revista-online/os-desafios-do-mieloma-multiplo/

2 van de Donk NWCJ, Lokhorst HM, Dimopoulos M, Cavo M, Morgan G, Einsele H, et al. Treatment of relapsed and refractory multiple myeloma in the era of novel agents. Cancer Treat Rev. junho de 2011;37(4):266-83.

3 Cancer.Net. Multiple Myeloma: Risk Factors. Disponível em: https://www.cancer.net/cancer-types/multiple-myeloma/risk-factors

4 Cancer.Net. Multiple Myeloma: Types of Treatment. Disponível em: https://www.cancer.net/cancer-types/multiple-myeloma/types-treatment

5Multiple Myeloma Research Foundation. Disponível em: https://themmrf.org/multiple-myeloma/treatment-options/standard-treatments/

Abrale. Disponível em: https://www.abrale.org.br/docs/manual-mieloma-multiplo.pdf

 

Fonte: Agência Estado

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