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Agosto Verde Claro faz alerta sobre linfomas

Tipo de câncer do sistema linfático, estrutura responsável pela imunidade, tem entre seus principais sintomas o surgimento de caroços pelo corpo

Assim como a leucemia, o linfoma é um tipo de câncer do sangue. Enquanto a leucemia tem origem na medula óssea, o linfoma surge no sistema linfático, composto por órgãos (gânglios) e vasos responsáveis pela imunidade do corpo. Caracterizado pelo aparecimento de caroços pelo corpo, os linfomas são divididos em dois tipos: Hodgkin e não Hodgkin e possuem mais de 14 mil casos estimados por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Agosto é o mês de conscientização sobre linfomas, recebendo o laço de cor verde clara. A campanha tem como objetivo divulgar informações sobre os sintomas e a importância do diagnóstico precoce da doença.

A médica hematologista da Oncomed-MT, Angeline Crivelatti, (CRM 4602-MT/ RQE 2138) explica que os linfomas não possuem uma causa específica, surgindo a partir de alterações no comportamento celular no sistema linfático. “Dentro dos gânglios habitam nossas células do sistema imunológico, chamadas linfócitos. Quando o nosso corpo é acometido por infecções por vírus ou bactérias, essas células se proliferam de forma ordenada com o objetivo de combatê-las. Quando esse crescimento celular sofre algum tipo de mutação, essa proliferação passa a ocorrer de forma desordenada resultando assim, no aparecimento do câncer.’

A hematologista pontua que dessa proliferação resulta em um dos principais sintomas da doença. ‘Quando há a incidência de um linfoma, há um aumento no volume dos gânglios, formandos caroços nas regiões afetadas e que podem ocorrer da cabeça aos pés. É um dos principais sintomas do câncer e que mais chama atenção na avaliação médica.’ A especialista cita, ainda, outros sinais que devem ser levados em consideração na análise clínica. ‘Geralmente não são sintomas específicos, ou seja, podem ocorrer em outras doenças. Denominamos de sintomas B que são febres, sudorese noturna, a ponto de precisar trocar a roupa e os lençóis, além do cansaço e perda de peso.’

Classificação e tratamento – Os linfomas podem ser divididos em dois grandes grupos: Hodgkin e não Hodgkin. De comportamento e grau deagressividade diferentes, os linfomas de Hodgkin ocorrem em um tipo específico de célula, já os linfomas de não Hodgkin podem surgir em outras células do sistema linfático. Essa diferenciação é fundamental para a determinação do tratamento a ser seguido.

Ambos os subtipos são curáveis, mas possuem tratamentos diferentes. Os linfomas de Hodgkin são tratados com a quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia ou combinadas, conforme o estágio da doença. Essas modalidades também são aplicadas a alguns tipos de não Hodgkin. Por outro lado, é importante ressaltar que existem alguns subtipos que não necessariamente vão precisar de um tratamento. São denominados de linfomas indolentes, geralmente apenas observados e acompanhados por um médico.’

Fatores de risco – Pacientes com imunodepressão crônica, ou seja, que possuem o sistema imunológico comprometido por infecções virais específicas, estão dentro do grupo de risco da doença. São infecções relacionadas aos vírus Linfotrópico da célula T humana (HTLV), Epstein-Barr, também chamado de herpes vírus humano, da Imunodeficiência Humana (HIV) e bactéria H. Pylori, presente no estômago e principal causadora de gastrite e úlceras gástricas. Outro fator de risco está associado ao uso contínuo de medicamentos imunossupressores, geralmente utilizados por pacientes diagnosticados com doenças autoimunes.

Para saber mais – O site da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (www.abrale.org.br) concentra importantes informações sobre câncer e doenças do sangue. A entidade é uma organização sem fins lucrativos, criada em 2002 por pacientes e familiares.

 

Fonte: G1.Globo

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