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Sol, calor e cuidados com o câncer de pele

  

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A proteção solar é importante para evitar o desenvolvimento do câncer de pele e também para aqueles pacientes que estão enfrentando a doença

A proteção solar é importante para evitar o desenvolvimento do câncer de pele e também para aqueles pacientes que estão enfrentando a doença.

Por Natália Mancini

Gostando ou não de calor, não tem como evitar o Sol. E vamos combinar que ele está extremamente forte neste verão. Por isso, o importante mesmo é tomar alguns cuidados para não desenvolver problemas de pele, inclusive um câncer. E para quem está tratando algum tumor, o cuidado deve ser ainda maior.

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aproximadamente 180 mil novos casos de câncer de pele devem surgir até o fim de 2019.

O Dr. Antonio Buzaid, oncologista no Hospital Beneficiência Portuguesa – BP, explica que existem vários tipos de câncer de pele e o Sol é o grande vilão de todos eles.

“A luz UV (ultravioleta) do Sol resulta em mutações nas células da pele que podem levar aos cânceres. Isso tem maior probabilidade de acontecer se a pele da pessoa for clara e se ela tiver histórico de queimaduras solares”, diz o especialista.

A prevenção é o melhor caminho

O principal é tomar muito cuidado em relação à exposição solar! Evitar o Sol das 10h às 16h e, se precisar ficar exposto, lembrar sempre de passar o protetor solar generosamente várias vezes ao longo do dia. O uso de boné ou algo para proteger a cabeça e o rosto também é fundamental, já que estas partes do corpo não estão livres de desenvolver um câncer.

“A maior parte dos protetores têm proteção semelhante e há pouco ganho com proteção SPF acima de 30. E em caso de exposição intensa, é importante reaplicar o protetor a cada duas horas”, recomenda o Dr. Buzaid.

Ele ainda lembra que se a pessoa for fazer atividade esportiva aquática, deve usar, preferencialmente, protetores resistentes à água, para garantir a fixação na pele, aumentando a proteção e evitando que o produto escorra para os olhos, causando irritação.

Câncer de pele e seus sintomas

“Qualquer ferida ou lesão de pele que aumenta ou muda de cor ou forma deve ser avaliada para a possibilidade de ser um câncer de pele”, explica o Dr. Buzaid.

Caso apareça uma mancha/pinta observe se:

1- Ela é assimétrica. Quando uma metade da mancha é diferente da outra;

2- A borda é irregular. Quando o contorno da mancha não é liso;

3- Tem mais de uma cor. A pinta ou mancha apresenta diferentes cores como preto, marrom e vermelho;

4- Seu diâmetro é maior que 6mm.

Se observar um dos sinais acima citados, procure o mais rápido possível o médico.

Pacientes com câncer precisam ter atenção e cuidados especiais com a pele

É isso mesmo que você leu. Além dos cuidados necessários para evitar que um câncer de pele surja, o paciente já diagnosticado e em tratamento com quimio, radio e até mesmo pós-transplantado de medula óssea também precisa ter bastante atenção com a pele.

É o que diz a Dra. Dolores Gonzalez, dermatologista especializada em Oncologia e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Coordenadora de Ambulatório na Faculdade de Medicina do ABC.

“Quando o paciente está fazendo quimioterapia, ele normalmente tem alterações dermatológicas por queda de imunidade. Então ele fica mais propenso a ter micoses e infecções bacterianas. Já no caso da imunoterapia e terapias alvo, as alterações são por aumento da imunidade, podendo causar reações alérgicas, irritações e erupções acneicas”, explica a dermatologista.

E quanto ao TMO, ela diz que os pacientes acabam ficando mais sensíveis, porque passam por uma imunossupressão para poder fazer o transplante e isso faz com que a imunidade fique debilitada.

“Com a defesa do corpo não funcionando totalmente, é mais provável que fungos e infecções por bactérias se desenvolvam, além de ser mais possível que alguma doença oportunista se instale”, diz.

No verão, cuidado redobrado!

Segundo a Drª Dolores, nesta época do ano os pacientes em tratamento precisam ter ainda mais atenção.

“O sol pode acentuar as reações alérgicas, além de facilitar o desenvolvimento de manchas escuras na pele”.

Nesse momento, o protetor solar tem que ser mais que o melhor amigo e é importante que o fator de proteção seja acima de 60 FPS. É necessário reaplicá-lo de 4 em 4 horas.

“E se for sair no horário de pico do Sol, faça o uso de bonés, óculos escuros e roupas de algodão que facilitem essa proteção”, recomenda a dermatologista.

E não esqueça dos cuidados que vão além do protetor, como manter a hidratação da pele, tomar banho com água morna, não utilizar bucha, dar preferências para o uso de shampoo e sabonete infantil e tomar cuidado com o uso de lâminas de depilação para evitar irritações, além de se secar bem após o banho para evitar o risco de micose.

Você sabe como aplicar corretamente o protetor solar?

Passo 1 – Passe a quantidade certa.

É preciso aplicar uma colher de chá de protetor no rosto e pescoço. Uma colher de chá de protetor na parte da frente do tronco e outra para a parte de trás. A mesma quantidade para cada braço e, para as pernas e pés, uma colher de sopa na parte da frente, e outra atrás.

Passo 2 – Espalhar bem.

A primeira parte da aplicação deve ser feita em casa, sem roupas e em todas as partes do corpo. É importante espalhar o produto e esperar que ele seque antes de vestir a roupa.

Passo 3 – Fazer a reaplicação.

A cada três horas, reaplicar o produto durante o dia. Se trabalhar ao ar livre, diminua o espaço de tempo para a cada duas horas.

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