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Data de criação: 17 Março 2016 Última modificação: 28 Abril 2016

Odontologia no Câncer

 

Com os cuidados bucais, é possível evitar alguns problemas bastante comuns aos que realizam quimioterapia, radioterapia ou que estão se recuperando de um transplante de medula óssea.

As principais complicações enfrentadas pelos pacientes são:

Mucosite oral: o surgimento de feridas na cavidade oral causa dor e desconforto, além de aumentar as chances de contrair bactérias.

Xerostomia: a secura excessiva da boca é comum, pois o tratamento acaba causando alterações nas glândulas salivares.

Cárie de radiação: por causa da baixa produção de saliva e de má higiene bucal, as cáries podem surgir.

Infecções oportunistas: a baixa imunidade deixa o paciente bem suscetível, por isso todo cuidado é pouco quando o assunto são as infecções.

Sangramento bucal: com o baixo número de plaquetas, ele pode acontecer, inclusive, de forma espontânea.

Perda do paladar: o tratamento causa alterações importantes no organismo, entre elas as que ocorrem nas papilas gustativas, fazendo com que o paciente não sinta os sabores de alguns alimentos.

Perda óssea: a perda dos dentes não costuma ser comum em pacientes em tratamento do câncer, porém pode acontecer caso os cuidados de higiene não sejam realizados corretamente.

 

Como o tratamento acontece?

f 43001Para tratar e amenizar os problemas bucais, é fundamental, antes de tudo, que durante todo o tratamento, e até mesmo antes de começá-lo, o paciente tenha um acompanhamento odontológico com um profissional especializado em câncer. A higiene bucal não pode ser deixada de lado, ainda que a região da boca esteja dolorida.

  Nesse momento, é mais indicado o uso de escovas macias e bochechos com soluções antissépticas sem álcool.

  Para aliviar a mucosite oral, o paciente pode utilizar soluções isotônicas, anti-inflamatórios e o tratamento com laser, conhecido por laserterapia, que também apresenta excelentes resultados.

• Quando houver redução de fluxo salivar e a boca ficar muito seca, pode-se usar protetor labial à base de lanolina e lubrificantes bucais, conhecidos como saliva artificial. Assim, evita-se possíveis feridas e infecções.

  O sangramento nas gengivas também pode estar associado à placa bacteriana, que causa uma inflamação no local. Para evitá-lo, o profissional deve acompanhar com o paciente a forma correta de realizar a escovação e, se for necessário, remover essas placas por meio do tratamento periodontal.

  As infecções oportunistas exigem todo o cuidado possível. Para tratá-las, são indicados medicamentos tópicos ou orais, que só devem ser utilizados com o acompanha - mento médico e do dentista.

• Aos que tiveram perda óssea, os implantes dentários podem ser indicados. O que realmente irá importar é o estado clínico: se o paciente estiver em remissão completa, esse procedimento está liberado; mas, se ainda estiver em tratamento com quimio ou radioterapia, o paciente fica mais exposto a possíveis infecções no local do implante, o que não deve acontecer. As pessoas que fazem radioterapia na região da cabeça e do pescoço ou que fizeram uso dos medicamentos do grupo de bisfosfonatos (utilizados no combate a problemas ósseos), tem restrição à colocação de implantes.

O uso de aparelhos ortodônticos deve ser suspenso durante o tratamento para evitar sangramentos e possíveis infecções. Apenas após dois anos de remissão pode ser feito o tratamento ortodôntico normalmente.

 

Onde tratar?

Ainda que o tratamento odontológico especializado não esteja disponível em todos os hospitais do País, é muito importante que o paciente procure saber se onde ele se trata há esse tipo de serviço.

A Abrale também tem uma parceria com o Instituto Sorrir para a Vida, que desde 2007 oferece gratuitamente tratamento bucal às pessoas com câncer. Apenas os pacien tes cadastrados na Associação, e que sejam de São Paulo, terão acesso. 

 

Comitê de Odontologia Abrale

É constituído por profissionais com experiência na área de Onco-Hematologia, que objetivam trabalhar por um melhor atendimento oncológico no país, com foco na saúde bucal, possibilitando aos pacientes os cuidados especiais no pré e pós tratamento.  Os membros que compõem este Comitê também ajudam na divulgação de informações e elaboração de materiais didáticos.

 

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