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Data de criação: 16 Março 2016 Last modified on 22 Março 2016

Fertilidade

 

inf1Construir uma família e ver crianças correndo pela casa é, com certeza, o sonho de muitos. Mas se por um lado, podemos comemorar o fato de que tratamentos como quimioterapia e radioterapia hoje garantem boa chance de cura, por outro, infelizmente podem causar infertilidade em homens e mulheres.

Claro, tudo irá depender da idade do paciente, da situação clínica, e de quais medicamentos se faz uso. E por isso é essencial estar informado e conversar com o médico antes mesmo de iniciar a terapia indicada.

 

 Homens

Alguns quimioterápicos podem prejudicar a produção de esperma: os agentes alquilantes, como por exemplo a ciclofosfamida ou procarbazina, têm efeito mais significativo na fertilidade. Outras drogas são geralmente menos tóxicas para a formação de células de esperma, mas também podem causar infertilidade, especialmente quando usadas como parte das diversas combinações de medicações terapêuticas.

Se a radiação atinge os testículos, a produção de esperma geralmente é afetada permanentemente. Já os efeitos da quimioterapia, neste caso, podem ser temporários. Os indivíduos que tiverem a fertilidade atingida temporariamente devem ser reavaliados periodicamente.  

Com os avanços na ciência, hoje é possível preservar a fertilidade por meio da criopreservação (ou congelamento) do sêmen, procedimento citado pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) como o que apresenta maior probabilidade de sucesso para os pacientes do sexo masculino.

 

 Mulheres

Determinadas quimioterapias podem causar atraso menstrual. Algumas mulheres também podem apresentar insuficiência prematura do ovário, a chamada menopausa precoce. Ao contrário da menopausa, esta não é uma ocorrência natural. Quando a insuficiência é causada pelo tratamento do câncer, é pouco provável que uma mulher tenha subsequentes períodos menstruais ou consiga engravidar naturalmente. Geralmente, é necessária uma terapêutica hormonal de substituição, incluindo estrogênios e progesterona, e por vezes também testosterona.

Radiação para a zona pélvica pode causar danos para o útero, aumentando o risco de infertilidade, aborto, parto prematuro ou aborto espontâneo. Por isso é importante conversar com seu médico sobre gravidez. A radioterapia na região do seio e alguns medicamentos utilizados no tratamento do câncer podem impossibilitar a amamentação.

Em todas as mulheres, as mudanças ocorrem durante o ciclo reprodutivo. É preciso acompanhar com o especialista se essas mudanças são normais ou se são resultado da doença e/ou tratamento.

Hoje, o método mais eficiente para a preservação da fertilidade é a criopreservação (ou congelamento) dos óvulos e do tecido ovariano, além da  transposição ovariana (deslocamento cirúrgico dos ovários para uma área que não receberá radioterapia). 

Importante! Antes de iniciar o tratamento, converse com médico e o informe sobre seu interesse em ter a fertilidade preservada.

 

Planejamento familiar 

No mundo em que vivemos, o planejamento familiar é sempre de grande importância para que não haja imprevistos. Para um paciente em tratamento do câncer, torna-se essencial, já que alguns medicamentos podem ser prejudiciais ao bebê. Aqui vão algumas dicas para que aconteça uma preparação no antes, durante ou após o tratamento: 

 

 Homens

Antes do tratamento

Banco de sêmen: após colher o esperma, ele deve ser congelado (chamado de "criopreservação de esperma") e armazenado para uso posterior, procedimento possível somente após a puberdade.

 

Durante o tratamento
Proteção testicular durante a radioterapia (blindagem testicular). Se possível, o médico coloca escudos na região pélvica do paciente, visando protegê-la contra os efeitos da radiação.

 

Após o tratamento

Doador de esperma: os espermatozóides podem ser doados para o uso do paciente por um doador fértil e utilizados para gravidez por meio de inseminação artificial.

 

 Mulheres

Antes do tratamento

Congelamento de tecido ovariano: parte do ovário (ou sua totalidade) é removida e congelada para uso posterior, sendo possível após a puberdade. Esta é ainda uma abordagem experimental. 

Transposição do ovário: eles são movidos, por meio de cirurgia, para longe do campo que receberá radioterapia, minimizando sua exposição e, desta forma, os danos da radiação.

• Congelamento de embrião: os óvulos da mulher são removidos e fertilizados com o esperma de seu parceiro ou de um doador, e então congelados e armazenados para posterior inseminação artificial. O congelamento de embrião é a opção com a mais alta probabilidade de sucesso de gravidez para as mulheres. O processo de estimulação e coleta leva, pelo menos, de três a quatro semanas, mas algumas pacientes não têm como esperar esse tempo para o início de tratamento quimioterápico.

 

Durante o tratamento

• Proteção do ovário (blindagem do ovário). Se possível, o médico coloca uma proteção externa para proteger os ovários durante a radioterapia de abdome.

Hormônio de liberação de gonadotropina (GnRHs): este medicamento pode ser utilizado durante a quimioterapia, pois visa minimizar os danos à fertilidade. Esta é uma abordagem experimental de preservação da fertilidade.

 

Após o tratamento 

Caso a gravidez esteja nos planos, será necessário conversar com o médico para ver se realmente a paciente já está hábil para gerar um bebê.

 

Gravidez

cardapio gravida diabetes abre 0A maioria dos medicamentos contra o câncer pode trazer riscos ao bebê, por isso é muito importante usar métodos contraceptivos (como as camisinhas ou anticoncepcionais, com prescrição médica) durante o tratamento. No entanto, engravidar durante a gestação também não confirma que a criança terá problemas.

Caso a paciente engravide neste momento, ou seja diagnosticada durante a gravidez, a quimioterapia só poderá ser utilizada a partir dos três primeiros meses. Antes disso, ela pode prejudicar a formação do feto. Já a radioterapia não será realizada, já que ela pode causar sérios efeitos colaterais para o bebê.

Atenção! Não interrompa o tratamento sem indicação médica. Também é importante frisar que o bebê não nascerá com câncer, apenas porque a mãe ou o pai tenham a doença.  

 

Câncer infantil e a fertilidade

Quando o tratamento ocorre na infância, antes da puberdade, em geral os testículos e ovários são menos afetados pela quimioterapia, mas ainda assim há risco de falência, dependendo do esquema de medicação, dose e tempo. Se o risco for grande, devem ser discutidas maneiras de preservação da fertilidade, embora os resultados sejam ainda limitados.

Para o menino, antes da puberdade ainda não há produção de espermatozoides, então o congelamento de sêmen não é possível. Neste caso, só há a opção da criopreservação de fragmentos dos testículos. Na menina, podem ser congelados fragmentos de ovário (anteriormente descrito), procedimento ainda considerado experimental, mas que já tem resultados positivos e deve ser discutido com a família. Porém, como é necessária uma cirurgia, é preciso ponderar os riscos, já que muitas vezes a criança está debilitada pelo câncer.

Já os adolescentes podem ter maturidade física e emocional para entender o problema e fornecer amostras de sêmen. Os espermatozoides poderão ser retirados diretamente dos testículos, através de uma biópsia. Caso após o tratamento o homem perca a produção dos espermatozoides mas deseje um filho, poderá utilizar a amostra congelada. Nesse momento, ele e a esposa deverão realizar uma inseminação artificial ou fertilização in vitro.

Para as meninas é um pouco mais complicado. Primeiro porque os ovários ficam dentro da cavidade abdominal, sendo mais invasivo para colhê-los. Segundo, porque os óvulos, para poderem ser utilizados no futuro, devem ser colhidos maduros, sendo então necessário um estímulo hormonal prévio (que inclui injeções), que dura cerca de 10 a 20 dias, precisando, assim, adiar a quimioterapia. Isso só é possível se a menina já teve a primeira menstruação, senão os ovários não respondem. Após coletados, pode-se optar por congelar os óvulos ou por fertilizá-los em laboratório e então congelar os embriões formados.

 

 

 

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