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leucemia

Data de criação: 29 Março 2016 Last modified on 29 Março 2016

Tratamento - LMC

Consultoria – Dr. Guilherme Perini

Hoje, o tratamento para a LMC está muito avançado e a maior parte dos pacientes conquista a remissão completa (quando não consta mais sinal da doença nos exames). O médico é quem definirá qual a melhor opção terapêutica.

 

Inibidores

Os chamados inibidores da tirosina quinase são uma grande revolução da ciência e hoje tornaram-se o tratamento padrão para este tipo de leucemia. Também chamados de terapia alvo, eles apresentam resultados cada vez mais promissores, pois combatem apenas as células doentes e proporcionam uma vida normal aos pacientes, com poucos (ou sem) efeitos colaterais.

São eles:

· Imatinibe – tratamento de primeira linha, foi o primeiro medicamento alvo contra a tirosina quinase BCR-ABL, e hoje é o tratamento padrão para os pacientes com LMC.

Ele é administrado via oral e costuma ser muito bem aceito, mas dentre os principais efeitos colaterais estão náuseas, diarreia, dor muscular e fadiga.

Muitos medicamentos e até mesmo algumas frutas (como a cranberry e grapefruit) podem interferir na ação do medicamento, por isso converse com seu médico.

Este medicamento tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é distribuído gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

· Dasatinib – considerado no Brasil um medicamento de segunda linha, hoje é indicado aos pacientes que não apresentaram os resultados esperados com o Imatinibe.

Ele também é administrado via oral, e objetiva inibir a tirosina quinase BCR-ABL. Seus possíveis efeitos colaterais são náuseas, diarreia e erupções cutâneas.

Este medicamento tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é distribuído gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

· Nilotinib – outro inibidor de tirosina quinase, tem como alvo a proteína BCR-ABL e também é administrado via oral.

Este medicamento é considerado de primeira linha no Brasil, e é indicado para os pacientes que não respondem ao Imatinibe, e também para aqueles que não apresentaram resultados com o Dasatinibe.  

Dentre os principais efeitos colaterais estão náuseas e diarreia. Este medicamento também pode afetar o ritmo do coração, causando a chamada síndrome QT longo. Por este motivo os pacientes precisam realizar eletrocardiograma periodicamente.

Este medicamento tem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é distribuído gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

· Bosutinib – atualmente apenas aprovado nos Estados Unidos, é um inibidor da tirosina quinase BCR-ABL. Ele é utilizado nos pacientes que têm uma piora da doença (fase blástica), e que não respondem mais às três primeiras opções de tratamento.

Este medicamento ainda não está disponível no Brasil.

Importante! Ainda que raramente, alguns pacientes em tratamento com os inibidores de tirosina quinase desenvolvem a mutação T315I, que atrapalha a ação destes medicamentos. Atualmente, apenas o Ponatinibe consegue deter essa mutação. Ele também é um inibidor da tirosina quinase, e pode causar efeitos colaterais como dor de cabeça, problemas de pele e fadiga. Também existe um risco de formação de coágulos sanguíneos, que podem provocar complicações cardíacas, por isso a importância do acompanhamento médico, por meio de eletrocardiograma.

Este medicamento não está aprovado no Brasil.

O transplante de medula óssea também é opção de tratamento neste caso.

Lembre-se! É fundamental seguir com o tratamento ininterruptamente, e sempre ser acompanhado por um especialista. Você sabe a maneira correta de armazenar o seu medicamento?

A Abrale oferece gratuitamente Apoio Jurídico a todos os pacientes do Brasil. Se você está enfrentando alguma dificuldade em seu tratamento, não hesite em nos contatar!

 

Imunomodulador

Também chamado por modulador da resposta citogenética, o Interferon é opção para o tratamento da LMC. Essa é uma proteína existente em nosso organismo com o objetivo de combater doenças, e foram recriadas em laboratório com a mesma finalidade.

São dois os tipos de Interferon existentes: o alfa e o beta. Para o tratamento da leucemia, o alfa é o escolhido.

Este medicamento é administrado por via intramuscular e pode provocar efeitos colaterais como dores musculares, febre, dor de cabeça, fadiga, náuseas, vômitos.

O Interferon tem registro no Brasil, mas não é distribuído gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). 

A Abrale oferece gratuitamente Apoio Jurídico a todos os pacientes do Brasil. Se você está enfrentando alguma dificuldade em seu tratamento, não hesite em nos contatar!

 

Quimioterapia

Ela só será recomendada caso o paciente não responda bem aos inibidores de tirosina quinase.

Este tratamento utiliza medicamentos extremamente potentes no combate ao câncer, como a Hidroxiureia, com o objetivo de destruir, controlar ou inibir o crescimento das células doentes. Outras drogas, como a Citarabina, Busulfan, Ciclofosfamida e Vincristina, também são utilizados.

Sua administração é feita em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação.

Alguns efeitos colaterais podem surgir, como enjoo, diarreia, obstipação, alteração no paladar, boca seca, feridas na boca e dificuldade para engolir. Mas saiba que existem alternativas para amenizar cada um deles. A nutrição é uma importante aliada na melhora de cada um deles, e por isso a Abrale fez uma seleção de alimentos que vão te ajudar bastante neste momento.

A queda de cabelo também costuma acontecer, pois a quimioterapia atinge as células malignas e também as saudáveis, em especial as que se multiplicam com mais rapidez, como os folículos pilosos, responsáveis pelo crescimento dos cabelos. Nessa fase, busque por alternativas como lenços, bonés, chapéus ou perucas, caso se sinta mais à vontade.

A imunidade baixa, comum a esta fase do tratamento, pode facilitar o surgimento das infecções. A febre é o aviso de que um processo infeccioso está começando, então não deixe de procurar seu médico. Se for necessário, medicamentos serão administrados.

Mas com pequenos cuidados, como lavar as mãos com frequência, você pode evitar que essas temidas infecções apareçam. Veja outras dicas

Sua administração é feita em ciclos, com um período de tratamento, seguido por um período de descanso, para permitir ao corpo um momento de recuperação, e o uso de cateteres geralmente é necessário. Saiba como cuidar de seu cateter 

 

Radioterapia

Este procedimento é bastante raro em leucemias, mas pode ser indicado antes do transplante de medula óssea, para diminuir o tamanho do baço e possíveis dores ósseas. Nele, são utilizadas radiações ionizantes para destruir ou inibir o crescimento das células anormais.

Os efeitos colaterais vão depender da localização em que o procedimento será realizado. Geralmente, o paciente pode apresentar problemas de pele, como ressecamento, coceira, bolhas ou descamação. Saiba como cuidar de sua pele.

 

Transplante de medula óssea

Também chamado por transplante de células-tronco hematopoéticas, este procedimento só será recomendado quando a quimioterapia não surtir resultado, e o paciente estiver com a doença bastante acelerada (a chamada crise blástica). 

O tipo de transplante indicado é o alogênico, ou seja, por meio de um doador 100% compatível.

Para entender melhor sobre o transplante de medula óssea, clique aqui.

 

 

 

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