Certificado de Responsabilidade Social Empresarial na Área da Saúde
No Brasil, enfrentar um diagnóstico de linfoma e leucemia ainda é um desafio assustador para a maioria dos cerca de 50 mil brasileiros portadores dessas doenças. Muitos destes pacientes são encaminhados ao centro de tratamento com a doença em estágios avançados, devido a fatores como: desinformação, medo do diagnóstico de câncer (podendo levar à negação dos sintomas), despreparo de alguns profissionais da saúde, não dispor de um plano de saúde ou negação deste em cobrir o tratamento, desconhecimento de seus direitos à saúde, dentre outros.
Tendo em vista que 85% a 90% destes pacientes têm de recorrer ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que este, geralmente, só cumpre sua obrigação legal de fornecer medicamentos de alto custo e tratamento adequado para os portadores de câncer mediante liminar judicial, a garantia ao suporte hospitalar adequado é um tema que gera muitas discussões em nosso país.
A IMPORTÂNCIA DO 3º SETOR
Nesse contexto, não é difícil entender a importância das ações do Terceiro Setor na área de saúde e o significado da participação da iniciativa privada para mitigar os problemas sociais advindos do diagnóstico tardio e falta de tratamento adequado aos portadores de câncer no país, grupo que cresce numa média de cerca de 470 mil novos casos ao ano, destes, quase 20 mil são de linfomas e leucemias (segundo estimativas recentes do Instituto Nacional de Câncer – INCA).
A leucemia, por exemplo, é o câncer infantil mais comum, com 80% de chances de cura se diagnosticada precocemente. Grande parte desses casos, porém, em função dos problemas relacionados acima, iniciaram seus tratamentos com suas chances reduzidas a 30%.
O mesmo acontece com os linfomas, tipo de câncer do sistema linfático, ainda pouco conhecido, apesar de ser a 5ª neoplasia (câncer) em incidência no mundo.
DESAFIOS
Quanto a todas essas questões, restam-nos desafios importantes:
- Reduzir a taxa de mortalidade na fase inicial dos tratamentos, quase sempre por infecção ou complicações hemorrágicas;
- Garantir suporte hospitalar adequado;
- Equiparar nossos resultados aos da literatura mundial;
- Minimizar a toxicidade das drogas em curto ou longo prazo;
- Conhecer melhor a leucemia e o linfoma do lactante;
- Conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue e de medula óssea para aumentar as chances de cura desses pacientes.
Há ainda o problema do baixo investimento público e privado na área da saúde - estima-se que apenas 17% das empresas que investem em algum programa social o fazem nessa área, empatando com esportes e ficando acima apenas da cultura, com 14%.
INVISTA NA VIDA!
Diante de tal situação e com o objetivo de mobilizar e incentivar o meio empresarial, valorizando as ações que contribuem para melhorar a qualidade de vida de milhares de pacientes no Brasil, a ABRALE, em parceria com o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), lança o selo “Investimos na Vida”, primeiro para reconhecimento de empresas que investem socialmente na área da saúde.
O selo ABRALE – Investimos na Vida não tem a intenção de avaliar a qualidade do produto ou serviço prestado pelo parceiro. Somente define um grupo de regras para comprometer os dirigentes de empresas com a disseminação da informação referente ao tratamento e diagnóstico de leucemia e linfoma, garantindo melhor qualidade de vida aos seus funcionários, colaboradores, fornecedores, clientes e pessoas com quem se relacionam.
FAÇA PARTE DESSSA LUTA, PRATIQUE RESPONSABILIDADE SOCIAL INVESTINDO NA VIDA E NOS AJUDE A MUDAR A HISTÓRIA DA ONCO-HEMATOLOGIA NO BRASIL!
Saiba como enviando um e-mail para abrale@abrale.org.br.
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