Como pode ser feito o transplante de medula óssea
A realização do transplante consiste na injeção de células progenitoras hematopoéticas saudáveis na medula do paciente após condicionamento. O condicionamento é o uso de altas doses de quimioterapia associados ou não à radioterapia corporal para que o paciente seja tratado de sua doença hematológica.
O transplante pode ser feito com células progenitoras de um doador compatível, aparentado (quando o doador faz parte da família do paciente) ou não-aparentado (doador voluntário compatível encontrado em registros públicos, como o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea – REDOME, no Brasil). Em ambos os casos, esse transplante é denominado transplante alogênico.
Pode-se também fazer o transplante com as células progenitoras da medula do próprio paciente. Esse tipo de transplante é denomidado transplante autólogo. Nesse caso, o paciente em remissão se submete a um tratamento com fator de crescimento de granulócito e monócitos (G-CSF) para mobilizar as células progenitoras para o sangue periférico.
Para se obter células progenitoras do sangue periférico em número apropriado para o transplante, utiliza-se um equipamento chamado máquina de leucaférese. O sangue é separado e as células progenitoras são coletadas de acordo com o seu peso e armazenadas em um compartimento especial.
Para fazer o transplante, as células progenitoras são infundidas na corrente sangüínea do paciente e se implantam na medula óssea (que foi previamente condicionada) iniciando a reconstituição hematopoética da medula.
Com a infusão de células progenitoras suficientes do paciente (transplante autólogo) ou de um doador próximo e compatível (transplante alogênico), a função da medula e a produção das células do sangue são restauradas de maneira suficiente a permitir a recuperação de um tratamento intensivo.
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