O atendimento psicológico da ABRALE é disponibilizado gratuitamente a todos os pacientes associados e a seus familiares, individualmente, em grupo terapêutico ou de apoio de 2ª a 6ª feira.
O serviço de psicologia é coordenado pela Dra. Maria Teresa Veit. As consultas devem ser agendadas diretamente com a psicóloga Ana Sylvia S. Monteiro. Para entrar em contato com nossa psicóloga, ligue para 0800 773 9973 ou mande uma mensagem para abrale@abrale.org.br.
Psicologia e câncer
À medida que avança o desenvolvimento científico
da medicina, observa-se não apenas um crescente
reconhecimento da influência de fatores sócio-econômicos
e ambientais sobre os processos de adoecer, como também,
a identificação de relações
de interdependência entre fatores de natureza psicológica
e a causa de diversas doenças somáticas.
No caso da psico-oncologia, área que estuda a influência
de fatores psicossociais sobre o desenvolvimento, manifestação
e tratamento do câncer, psicólogos vêm
sendo chamados a atuar com cada vez mais freqüência.
A presença de psicólogos com experiência
no atendimento a pacientes oncológicos, como membros
de equipes de oncologia, é considerada, hoje, uma
necessidade indispensável. Os principais objetivos
da onco-hematologia são:
a) Avaliar o grau de comprometimento emocional do paciente,
causado pela doença, tratamento e internação,
propiciando continuidade do desenvolvimento de capacidades
e funções não prejudicadas pela doença.
b) Melhorar a eficácia de adaptação,
diminuindo o número de pacientes e familiares alterados
por ineficácia adaptativa diante da situação
de doença e hospitalização.
c) Detectar e atuar diante de quadros psico-reativos e
alterações psicológicas que possam
comprometer o processo de tratamento.
d) Fornecer apoio e orientação psicológica,
suporte afetivo e terapêutico a paciente e familiares,
visando minimizar o sofrimento inerente ao processo de
doença e hospitalização, através
de atendimento psicológico imediato e eficiente
(psicoterapia breve e de emergência, de apoio).
e) Promover humanização e excelência
no atendimento favorecendo a relação equipe
de saúde-paciente-família-instituição.
f) Atuar de forma integrada (interdisciplinar) com os
demais profissionais de saúde, fornecendo diagnósticos
diferenciais, atendendo pedidos de parecer psicológico,
realizando atendimentos conjuntos etc.
Reações emocionais
Existem algumas circunstâncias mais comuns em que
é indicada necessidade de ajuda psicológica
ao paciente com câncer. Independentemente da condição
em que se encontra, a ajuda é indicada nos casos
em que as reações emocionais (ou comportamentais)
do paciente atuem:
a) Dificultando a cooperação com o tratamento.
b) Dificultando a expressão dos sentimentos do
paciente a respeito de sua condição de estar
doente e em tratamento.
c) Aumentando o medo e a resistência a situações
típicas do tratamento, tais como internações,
o que poderia provocar maior percepção de
dor ou de sentimentos de degradação corporal.
d) Desenvolvendo sintomas psiquiátricos convencionais
ou sintomas psicológicos indicadores de falta de
adaptação, tais como depressão e
angústia.
Embora cada vez mais eficiente, o tratamento do
câncer ainda não é eficaz em todos
os casos, nem elimina a necessidade do paciente estar
submetido a situações estressantes, que
envolvem dor e desconforto, incluindo-se, a duração
prolongada do tratamento, a invasibilidade de procedimentos
médicos, os riscos de recidiva e os efeitos da
quimioterapia e da radioterapia.
Entre as principais reações de comportamento
do paciente com câncer, é importante notar:
a) Angústia e ansiedade diante do diagnóstico
da doença e dos procedimentos de tratamento até
então desconhecidos e que passam a se repetir periodicamente.
b) Atitudes que indicam estresse frente a situações
avaliadas como negativas ou que provocam perda de controle
do paciente sobre o próprio corpo, tais como ter
que se submeter a exames invasivos.
c) Diminuição da sociabilidade como conseqüência
da rotina de ambientes hospitalares, do afastamento do
contexto familiar e das restrições alimentares
ou de atividades físicas, o que pode gerar inseguranças,
medos e conflitos pessoais.
Apesar de não ser possível eliminar as situações
de tratamento produtoras de estresse a que estão
expostos pacientes com câncer e seus familiares,
o psicólogo pode modificar ou adaptar o ambiente
do paciente através do acompanhamento e orientação
constantes a familiares e demais pessoas envolvidas em
sua rotina, orientação e intervenção
na estrutura e organização do próprio
ambiente hospitalar e do trabalho direto e constante com
o paciente em tratamento.
Adaptado do texto original de Áderson L.
Costa Júnior* (UnB) e Centro de Estudos e Pesquisa
em Psicologia e Saúde.
www.unb.br/ip/labsaude/textos/o_papel.html e
www.nemeton.com.br/nemeton/atividades.asp?menu=6&atividade=5
Atendimento Psicológico Gratuito
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Formas de atendimento: individual, grupo terapêutico e de apoio
Observação: O atendimento necessita de agendamento prévio. |
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