Do que depende a instalação dos bancos públicos de cordão umbilical em todo o Brasil?
Essencialmente, de financiamento. A legislação está pronta desde o ano 2000, e a ANVISA publicou aspectos específicos do funcionamento em junho de 2003. Os vários centros que constituirão o BrasilCord estão aptos a funcionar, uma vez solucionados os entraves para o custeio dos procedimentos.
Dr. Daniel Tabak - Comitê Científico - ABRALE
Por que os pais não são considerados doadores aparentados pelas normas brasileiras?
Os pais devem ser considerados como potenciais doadores. As possibilidades para identidade HLA com os filhos são, entretanto, mais remotas, quando não existe consangüinidade entre os pais. Devido aos custos associados com as tipagens adicionais, os pais costumavam ser estudados somente em casos de dúvidas nas análises do paciente e de seus irmãos. Estudos em Curitiba indicam que um doador pode ser identificado em 7% das famílias estendidas (pais, avós, tios, primos). Portanto, as limitações de financiamento dos exames podem dificultar a identificação de um doador na própria família do paciente.
Dr. Daniel Tabak - Comitê Científico - ABRALE
O REDOME acessa os mais de 8 milhões de doadores cadastrados no mundo ou somente os 5 milhões do NMDP?
O NMDP inclui hoje cerca de 8 milhões de doadores. Até o final de 2003, apenas o centro de Curitiba tinha acesso a estes doadores. As informações do INCA indicam que, hoje, o REDOME também acessa estes doadores. Esta informação precisa ser verificada diretamente.
Dr. Daniel Tabak - Comitê Científico - ABRALE
Qual o apoio logístico que o INCA presta ao doador de medula óssea que mora em outra cidade e é chamado para fazer teste confirmatório no RJ?
O sangue pode ser enviado pelo correio para a realização dos testes confirmatórios. A legislação vigente ainda não contempla esta função. Infelizmente o doador brasileiro recebe apenas o apoio do programa de Tratamento Fora de Domicílio. Até dezembro de 2003, todos os custos que envolviam os doadores brasileiros eram cobertos com recursos obtidos diretamente do CEMO/INCA, através de doações ao centro. Um novo sistema de financiamento está sendo regulamentado.
Dr. Daniel Tabak - Comitê Científico - ABRALE
Há alguma ação do INCA no sentido de cobrir financeiramente os custos do tratamento pela APAC, incluindo medicamentos como anticorpos monoclonais?
Infelizmente o financiamento de medicamentos de custo elevado, como o Glivec e os anticorpos monoclonais, constitui um problema grave. Não posso responder pela situação atual. Desconheço mecanismos que já viabilizem o tratamento amplo com estas drogas, seguindo as atuais recomendações internacionais.
Dr. Daniel Tabak - Comitê Científico - ABRALE
Qual o procedimento usado para aliviar os casos de xerostomia e mucosites?
Xerostomia e mucosite são dois eventos, até certo ponto, independentes, mas concomitantes no tratamento antineoplásico. A xerostomia advém dos efeitos citotóxicos dos quimioterápicos e/ou radioterápicos em glândulas salivares, principalmente nas serosas (que são mais radiosensíveis) levando à alteração quantitativa e qualitativa da saliva. Clinicamente apresenta-se com redução quantitativa da saliva, podendo levar ao aumento da incidência de cárie, doença periodontal e outras infecções bucais.
Não existem ainda métodos eficazes de prevenção dessas alterações. Algumas drogas citoprotetoras, como a amifostina, parecem ter um efeito radioprotetor nas glândulas salivares que entram no campo de radiação (radioterapia), mas não têm um efeito protetor claro no tratamento quimioterápico.
Alguns protocolos preconizam a utilização da prilocarpina durante a radioterapia, mas os efeitos benéficos são bem discutidos na literatura. O que na verdade devemos fazer é lançar mão de todos os meios preventivos locais, no sentido de reduzirmos a incidência de cárie e doença periodontal nesses pacientes.
Para ler um pouco mais, aqui vão duas referências sobre o assunto:
The efficacy of pilocarpine and bethanechol upon saliva production in cancer patients with hyposalivation following radiation therapy.
Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2004 Feb;97(2):190-5.
Gorsky M, Epstein JB, Parry J, Epstein MS, Le ND, Silverman S Jr.
Related Articles,
Porter SR, Scully C, Hegarty AM.
Related Articles,
Para podermos tentar controlar a mucosite, é preciso primeiramente tentar entendê-la. A mucosite oral, entendida aqui como conseqüência da toxicidade do tratamento quimio /radioterápico, é basicamente provocada pela liberação de citocinas pró-inflamatórias no epitélio bucal, que levam à formação de ulcerações bucais e em todo trato-gastrointestinal, aumentando a morbidade do paciente, o risco de infecções locais e sistêmicas, comprometendo a qualidade de vida e de tratamento do paciente.
Em 1998, S Sonis publicou um paper que relata muito bem o processo fisiopatológico da mucosite. A partir daí, muitos são os protocolos que tentam tratar, prevenir ou mesmo diminuir essa toxicidade. Esses protocolos são individuais, ou seja, estão basicamente relacionados a cada serviço.
Mas o consenso geral é que a manutenção da higiene bucal nesses pacientes deve ser realizada de maneira tradicional, ou seja, com escovações, uso de fio dental, no sentido de controlar a flora bacteriana, que também tem um papel importante no desenvolvimento da mucosite. Outro aspecto é o da avaliação odontológica, principalmente visando a remoção de focos infecciosos que podem comprometer ainda mais na evolução da mucosite.
Para saber mais:
Clinical practice guidelines for the prevention and treatment of cancer therapy-induced oral and gastrointestinal mucositis. Cancer. 2004 May 1;100(9 Suppl):2026-46. PMID: 15108223 [PubMed - indexed for MEDLINE
Rubenstein EB, Peterson DE, Schubert M, Keefe D, McGuire D, Epstein J, Elting LS, Fox PC, Cooksley C, Sonis ST; Mucositis Study Section of the Multinational Association for Supportive Care in Cancer; International Society for Oral Oncology.
Perspectives on cancer therapy-induced mucosal injury: pathogenesis, measurement, epidemiology, and consequences for patients. Cancer. 2004 May 1;100(9 Suppl):1995-2025. Review
Sonis ST, Elting LS, Keefe D, Peterson DE, Schubert M, Hauer-Jensen M, Bekele BN, Raber-Durlacher J, Donnelly JP, Rubenstein EB; Mucositis Study Section of the Multinational Association for Supportive Care in Cancer; International Society for Oral Oncology.
Maria Elvira Pizzigatti Correa - UNICAMP / Comitê de Odontologia da ABRALE
Qual a indicação de uso de bodredros profiláticos? Como afetam a flora normal oral?
O bochecho, junto à higiene oral, tem como objetivo o controle da placa bacteriana e da flora bucal, ou seja, visa diminuir os agentes bacterianos que podem aumentar ou influenciar no desenvolvimento e gravidade da mucosite. O melhor antisséptico bucal é a clorexedine (0,12%) - solução aquosa - utilizado através de bochecho diário, com 10ml de solução.
Os efeitos colaterais que a clorexedine pode causar, como perda da percepção gustativa e manchas nos dentes podem ser controlados com a parada do uso da medicação.
Prevention of oral mucositis in paediatric patients treated with chemotherapy; a randomised crossover trial comparing two protocols of oral care.
Eur J Cancer. 2004 May;40(8):1208-16.
Cheng KK, Chang AM, Yuen MP. Related Articles,
The pathobiology of mucositis.
Nat Rev Cancer. 2004 Apr;4(4):277-84
Sonis ST. Related Articles.
Maria Elvira Pizzigatti Correa - UNICAMP / Comitê de Odontologia da ABRALE
O uso da glutamina pode melhorar as mucosites de grau 1 e 2? Existe algum trabalho nesta área?
Sim, a glutamina foi estudada principalmente nas mucosites derivadas da radioterapia e em TMO.
As referências são:
Prevention of chemotherapy and radiation toxicity with glutamine. Cancer Treat Rev. 2003 Dec;29(6):501-13
Savarese DM, Savy G, Vahdat L, Wischmeyer PE, Corey B. Related Articles,
Phase III controlled evaluation of glutamine for decreasing stomatitis in patients receiving fluorouracil (5-FU)-based chemotherapy. Am J Clin Oncol. 1999 Jun;22(3):258-61
Okuno SH, Woodhouse CO, Loprinzi CL, Sloan JA, LaVasseur BI, Clemens-Schutjer D, Swan D, Axvig C, Ebbert LP, Tirona MR, Michalak JC, Pierson N. Related Articles..
Maria Elvira Pizzigatti Correa - UNICAMP / Comitê de Odontologia da ABRALE
Cuidar com poucos recursos é melhor do que não cuidar? Hoje, vemos vários serviços sendo fechados, e muitos hospitais não estão matriculando estes pacientes com diagnóstico recente.
Cuidar com poucos recursos é melhor do que não cuidar? Hoje, vemos vários serviços sendo fechados, e muitos hospitais não estão matriculando estes pacientes com diagnóstico recente. É necessário cuidar e este cuidado necessita de qualidade, de outra forma não é cuidado.
A realidade a que são submetidos os pacientes de linfoma e leucemia é a realidade da saúde no país. Assim, não basta que serviços de alta complexidade funcionem bem, é necessário que a rede de atenção primária, secundária e de diagnóstico caminhem no mesmo passo. Também o esforço deve ser conjunto, articulando ações de governo e da sociedade civil na fiscalização e proposição destas ações, fóruns como a II Conferência de Linfoma e Leucemia são um bom exemplo nisto.
Letícia Batista da Silva - Assistente Social - INCA/ Comitê de Serviço Social da ABRALE
Que tipo de atividade se faz com pacientes terminais? Quais são os cuidados paliativos?
A Terapia Ocupacional atua com pacientes oncológicos em todos os estágios da doença, e mesmo quando não existe mais possibilidade de cura. Estimular e manter a participação nas atividades de vida diária voltadas ao autocuidado, e mesmo a participação ativa ou passiva nas atividades de vida prática no lar, podem ser observadas e indicadas pelo T.O. Estar atento a adaptações necessárias voltadas a manutenção das funções físicas-sensoriais do paciente, também é papel da T.O. Cuidar do conforto, controle da dor e fadiga através de adaptações no mobiliário e ambiente do paciente, também requer a intervenção do T.O.
Dra. Walkyria de Almeida Santos – Graac/ Comitê de Terapia Ocupacional da ABRALE
Onde se pode conseguir material para a preparação das crianças para procedimentos invasivos?
Existem, em algumas instituições voltadas para o cuidado de crianças em onco-hematologia, manuais e folhetos dos quais os técnicos da equipe multiprofissional podem servir-se para informar criança e cuidador sobre os procedimentos médicos e de enfermagem próprios para diagnóstico e tratamento das doenças onco-hematológicas.
No caso da T.O., as atividades lúdicas e jogos disponíveis no mercado ajudam a reforçar estas ações, não só através da informação, mas também como facilitadores da expressão infantil referente à expectativa do procedimento.(jogos sobre o corpo humano, kits para brincar de médico, bonecos especiais para demonstrar catéteres, cirurgias, etc).
Encontram-se à venda em lojas de material pedagógico os jogos e os kits temáticos.
Dra. Walkyria de Almeida Santos – Graac/ Comitê de Terapia Ocupacional da ABRALE
Qual a melhor maneira de atender um paciente: individual ou coletivamente?
Existem as duas possibilidades, e vai depender do que demanda este atendimento. Um grupo pode ser benéfico quando se trata de crianças ou adolescentes com problemáticas semelhantes, e isso pode significar um fator a mais de incentivo para o paciente. No entanto existem casos onde a dificuldade do paciente deva ser trabalhada de forma intensiva, objetiva e com a atenção exclusiva do T.O., o que impõe um trabalho individualizado.
Dra. Walkyria de Almeida Santos – Graac/ Comitê de Terapia Ocupacional da ABRALE
O terapeuta ocupacional pode trabalhar junto com o fisioterapeuta? Quais as vantagens dessa integração?
Sim, devemos trabalhar juntos, pois somos "profissionais afins" e devemos aproveitar muito bem os pontos comuns de nossas formações num propósito único de ganhar para o paciente em qualidade de atendimento. As vantagens na abordagem reabilitativa e/ou desenvolvimentista é que o TO e o Fisioterapeuta se complementam na busca da recuperação da criança com alguma disfunção ou incapacidade, sendo que as práticas terapêuticas são distintas, mas o objetivo geral é comum às duas áreas de atuação, ou seja, a busca da melhor qualidade de vida da criança ou adolescente portador de seqüela pela doença onco-hematológica.
Dra. Walkyria de Almeida Santos – Graac/ Comitê de Terapia Ocupacional da ABRALE
O terapeuta ocupacional pode trabalhar junto com o recreacionista? Quais as vantagens dessa integração?
Sim, podemos trabalhar numa equipe onde vários conhecimentos se somam, e onde os profissionais conheçam bem seus papéis no âmbito da atuação direta com pacientes. O T.O. tem formação para utilizar atividades recreativas com função terapêutica, indicando, observando e concluindo sobre a ação terapêutica dessas atividades .O T.O. usa várias ferramentas para praticar o ato terapêutico ocupacional visando tratamento. Já um recreacionista está pautado no que a própria função diz, ou seja, recrear sem compromisso algum com o tratar. Ambas funções são essenciais no cuidado a criança e adolescente com doença onco-hematológica.
Dra. Walkyria de Almeida Santos – Graac/ Comitê de Terapia Ocupacional da ABRALE
A atuação do terapeuta ocupacional ainda é pouco conhecida. Como tem sido sua atuação na equipe multiprofissional do Graacc?
A Terapia Ocupacional tem sido mais divulgada como uma terapêutica importante nos meios de tratamento oncológico, graças ao esforço de colegas no meio assistencial e acadêmico que vêm demonstrando através de oportunidades como a do Graacc as possibilidades do trabalho do T.O., bem como a sua eficácia.
Integro a equipe multiprofissional desde 1996, e tem sido crescente o número de casos clínicos encaminhados , bem como as solicitações para integrar projetos diversos no âmbito do cuidado hospitalar, humanização, cuidados paliativos e dor, profissionalização de jovens ex-pacientes e outros temas.
Dra. Walkyria de Almeida Santos – Graac/ Comitê de Terapia Ocupacional da ABRALE
Atualmente, nem pacientes nem doadores recebem do REDOME a confirmação de seus cadastros, tampouco informação sobre o número de transplantes de doadores não-aparentados realizados anualmente. Existe algum projeto neste sentido? Como manter os dados dessas pessoas (endereço e telefone) atualizados se não há qualquer comunicação com o doador voluntário?
Realmente, no sistema REDOME anterior, as informações deixavam a desejar. O INCA, com seu Setor de Informática, vem desenvolvendo o sistema do REREME (Registro de Receptores de Medula Óssea), que se encontra em fase de produção e com previsão para entrar em teste em junho/2004. Este sistema agilizará cadastros, informações para médicos, pacientes e órgãos gerenciais.
Estará em uso a partir do mês de JULHO (em teste) nos centros do INCA e UFPR e em seguida (Agosto) para todo o Brasil.
Quanto ao sistema do REDOME (Registro de Doadores) este encontra-se também em fase de produção e está a cargo do DATASUS. Permitirá a entrada de dados desde os Hemocentros e Laboratórios de Imunogenética e terá uma interface com o REREME resolvendo a necessidade de entrada mensal de dados que sempre trazia retrabalho e necessidade de controles.
Luis Fernando Bouzas - diretor do CEMO, do INCA
Quando a ABRALE lançar a campanha pela captação de doadores de medula óssea, o REDOME vai conseguir cadastrá-los com apenas seis digitadores? Quando o REDOME-Net ser implantado?
As campanhas para captação de doadores são tratadas de forma emergencial sendo os digitadores contratados por serviço de acordo com a necessidade. O REDOME-Net está a cargo do DATASUS e em fase de produção. Quando for implantado, deixarão de ser necessários muitos digitadores já que os dados serão exportados pelos Laboratórios de Imunogenética.
Luis Fernando Bouzas - diretor do CEMO, do INCA
Qual a orientação a ser dada para as gestantes que querem doar o cordão umbilical de seus bebês em São Paulo? Há alguma previsão para a implantação de um banco público de cordão umbilical?
Em São Paulo e, em geral, não existem ainda Bancos Públicos em funcionamento. A Rede de Bancos Brasilcord já possui projeto e proposta de financiamento privado/público (doação) sendo suficiente para a abertura de cerca de oito bancos em várias capitais inclusive São Paulo. Este projeto está em fase de implantação com discussões agendadas com DAE/SNT/INCA e com os centros interessados para a próxima semana e primeiras semanas de junho/2004.
Luis Fernando Bouzas - diretor do CEMO, do INCA
Qual é a assessoria que o Ministério da Saúde utiliza para determinar a política de captação de doadores de medula óssea? Qual a assessoria usada para avaliar os custos dos exames de HLA? Como possível participar desse processo?
A assessoria técnica do MS para assuntos de TMO por lei é do INCA. São participantes das discussões deste tema os Hemocentros, Laboratórios de Imunogenética, SNT, ANVISA, entre outros. Quanto aos custos de HLA estão sendo consultados os Laboratórios de Imunogenética/ABH e os órgãos reguladores do MS.
Luis Fernando Bouzas - diretor do CEMO, do INCA
Como o Ministério da Saúde pretende regular os transplantes de medula óssea se o TFD não funciona na maioria do Brasil?
Esta pergunta deve ser direcionada à Direção da SAS/MS pois não se aplica competência do INCA.
Luis Fernando Bouzas - diretor do CEMO, do INCA
Como é financiado o doador identificado no REDOME?
Com as mudanças implementadas na atual gestão estão sendo financiadas com recursos do MS. Com a revisão das portarias em vigência estão sendo incluídos códigos específicos para a Busca Nacional.
Luis Fernando Bouzas - diretor do CEMO, do INCA
Por que, mesmo normatizados desde 2000, existe apenas um banco público de células de cordão umbilical?
A normatização não significa garantia de financiamento para implantação e manutenção. Trata-se de programa de alto custo e que no INCA só foi possível com o apoio da instituição e da Fundação Ary Frauzino.
Luis Fernando Bouzas - diretor do CEMO, do INCA
Como serão financiados os novos centros transplantadores? Estão previstos os custos com as drogas mais dispendiosas (novos imunossupressores, antifúngicos)?
Os centros transplantadores j existentes serão inicialmente beneficiados com recursos para adequação e ampliação. Não tenho conhecimento dos recursos para novos centros. Quanto às drogas de maior custo esta é uma proposta encaminhada pelos transplantadores no 1º Fórum de Discussão do Processo Doação/Transplante no Brasil, em Brasília, que aguarda resolução pelo MS.
Luis Fernando Bouzas - diretor do CEMO, do INCA
Quanto custa um transplante alogênico com doador aparentado e com doador não-aparentado no Brasil?
Transplante alogênico com doador aparentado, em média:
MO = R$ 44.485,24
SP/SCUP = R$ 47.485,24
Transplante alogênico com doador não-aparentado, em média:
MO R$ 57.977,53
SP = R$ 47.265,56
SCUP = R$ 57.977,53
Fonte: Portaria 1317/MS, de 30 de novembro de 2000). Luis Fernando Bouzas - diretor do CEMO, do INCA