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Conversando sobre alguns assuntos
 
 
A barriga do paciente de linfoma não-Hodgkin está muito grande. É normal?

O linfoma não-Hodgkin é uma doença que leva a um aumento muito grande do volume abdominal devido ao aumento dos gânglios linfáticos dentro do abdome e em alguns pacientes pode haver maior quantidade de líquido no interior do abdome. Em alguns casos quando o tumor é muito grande não é possível fazer a retirada, mas há uma grande chance de que haja resposta do tumor com a quimioterapia, por essa razão saiba que mesmo sem a possibilidade de remoção do tumor, o paciente poderá se curar da doença.

Porque o linfoma está na relação do diagnóstico definitivo para a AIDS?

O Linfoma de Hodgkin e o não-Hodgkin são possíveis causas de doença no paciente portador de HIV, ou seja, a AIDS ocorre devido a uma deficiência na imunidade e está relacionada com maior chance de desenvolver esses tipos de linfoma. No entanto, a doença pode ocorrer também em pacientes não portadores de HIV, o que é mais incidente do que nos pacientes com AIDS.

Quais são os principais sintomas do linfoma?

  • Aumento indolor dos gânglios: Na maioria dos casos ocorre aumento dos gânglios linfáticos (denominados linfonodos) em regiões como pescoço, região acima da clavícula (supraclavicular), dentro do tórax (mediastino) e virilha são os locais mais comuns de aparecimento, mas como há gânglios em todo corpo, podem aparecer em qualquer região. Os gânglios aumentados podem ser detectados durante exames médicos de rotina.
  • Febre
  • Sudorese noturna
  • Perda de peso
  • Coceira na pele

  • Os casos de linfoma vêm aumentando nos últimos anos. A que isso é devido?

    A incidência anual de linfoma praticamente dobrou nos últimos 35 anos. Não se sabe ao certo quais são as razões para esse aumento; provavelmente são múltiplas. A causa principal do aumento do linfoma continua desconhecida. Verifica-se um aumento aparente de incidência do linfoma em comunidades predominantemente agrícolas. Estudos associam componentes específicos de herbicidas e pesticidas à ocorrência do linfoma, porém, em termos quantitativos, a contribuição de tais agentes para o aumento da frequência do mesmo ainda não foi definida.

    A exposição a agentes infecciosos, tanto vírus como bactérias, é relacionada ao linfoma. A alta frequência das infecções viróticas pode ser um fator contribuinte. Verifica-se, ainda, um aumento na incidência do linfoma de Hodgkin em irmãos de pacientes que apresentam a doença. Mas a maioria dos casos da doença ocorre em indivíduos sem fatores de risco identificáveis e a maioria das pessoas com supostos fatores de risco nunca contraem a doença.

    Qual a possibilidade de um linfoma ser completamente mitigado através de quimioterapia?

    Os linfomas são doenças potencialmente curáveis. Quando um paciente com linfoma é inicialmente tratado, os seguintes resultados podem ocorrer:

    1) A doença desaparece (o que é chamado de remissão completa) e nunca retorna. Portanto, o paciente ficou curado.

    2) A doença desaparece, mas após um período que pode variar de meses a anos ela retorna, o que é chamado de recaída ou recidiva.

    3) A doença não desaparece, o que é chamado de resistência ao tratamento inicial.

    Alguns fatores que sabidamente influenciam a probabilidade de resposta ao tratamento são o subtipo histológico do linfoma, a presença de doença localizada ou disseminada e a idade do paciente. Por esse motivo, não é possível informar um percentual de probabilidade de cura: essa probabilidade varia em função de diversos parâmetros. Na prática, ao iniciar o tratamento, é impossível antecipar qual dos três resultados acima o paciente irá obter: somente o tempo trará essa resposta. Entretanto, o fator mais importante para o sucesso do tratamento é que o paciente receba todos os medicamentos previstos na dose certa e nos dias previstos. Todo o esforço deve ser feito pelo paciente, seus familiares e pela equipe de saúde para que isso ocorra.