Tel: (11) 3149-5190 - Ligações Gratuitas: 0800-7739973
Mapa do Site
E-mail: Senha: Não sou cadastrado
Esqueci minha senha
 
 
Efeitos Colaterais da Quimioterapia

A quimioterapia tem como objetivo destruir as células cancerosas, mas ela também age nas células normais provocando efeitos colaterais como náusea, vômitos, perda de apetite, febre, queda de cabelo, feridas na boca, fraqueza, cansaço ou fadiga, inflamação nas veias (flebite) e sangramento. Conheça um pouco mais sobre os efeitos adversos da quimioterapia:

Náusea e vômitos: Algumas pessoas que recebem quimioterapia apresentam náusea e vômitos, que podem ser intensos ou não, dependendo das drogas usadas e do paciente. Estes sintomas ocorrem principalmente no dia da aplicação e no dia seguinte. Existem medicamentos para combater náuseas e vômitos (antiemético) e devem ser tomados no dia da aplicação e, se necessário, nos dias seguintes. O médico deve ser informado se o antiemético não estiver fazendo efeito. Somente ele poderá tomar decisões como alterar a quantidade de medicamento ou trocá-lo por outro.

Perda de apetite (anorexia): é definida como a dificuldade ou falta de vontade na ingestão de alimentos. Neste caso, diminua a quantidade de comida em cada refeição, aumentando sua freqüência. O paciente deve procurar comer coisas leves e variar a comida para melhorar o apetite. Fazer uma caminhada antes das refeições também ajuda. A nutricionista pode ajudar a seguir uma dieta rica em proteínas e calorias. Em alguns casos, a saliva torna-se mais espessa e altera o sabor dos alimentos.

Febre: Os leucócitos (glóbulos brancos) são responsáveis pela defesa do organismo, destruindo bactérias, fungos, e vírus. Os leucócitos são células que se multiplicam rapidamente e por isso sofrem queda temporária após quimioterapia. Quando o número de leucócitos está muito baixo, há maior risco de infecção, por isso, o paciente deve evitar aglomerações e contato com pessoas que estejam com doenças infecciosas (resfriado, gripe, tuberculose, varicela, rubéola, herpes).

A febre é um sinal de infecção. O paciente deve verificar o termômetro e comunicar ao médico se a temperatura for maior que 38ºC. O paciente deve aprender a medir a temperatura com a enfermeira. É importante avisar ao médico a ocorrência de outros sintomas como: calafrios, gripe, tremores, furúnculos, excesso de espinhas, sudorese (suor intenso).

Queda de cabelo (alopecia): A quimioterapia pode causar a queda do cabelo. Esta queda é variável dependendo da droga usada e do paciente. Pode começar em média após três semanas do início da quimioterapia. Isso ocorre porque a raiz do cabelo apresenta grande número de células em multiplicação e estas são atacadas pelas drogas que estão circulando pelo sangue.

Um novo cabelo nascerá ainda durante o tratamento. Ele poderá nascer e cair várias vezes neste período. É aconselhável cortar o cabelo mais curto do que de hábito quando ele começar a cair.

A queda de cabelo pode causar problemas psicológicos e de estética. Nesta fase, o paciente pode usar lenços, perucas, bonés e chapéus para sair na rua ou quando receber visitas.

É importante deixar o couro cabeludo o maior tempo possível ao ar livre. Desta forma é possível evitar o calor, umidade e oleosidade, fatores que dificultam o crescimento. O paciente não deve ficar chateado com a queda de cabelo e lembrar-se de que ela é temporária. Pode ocorrer queda dos pelos da região pubiana (região genital), mas eles voltarão a crescer no final do tratamento.

Durante este período é aconselhável:

- Não fazer tinturas ou permanentes

- Evitar secador e spray (laquê)

- Usar xampu neutro para lavar a cabeça

- Não expor o couro cabeludo ao sol sem filtro solar número 20 (mínimo)

Feridas na Boca (mucosite): Alguns medicamentos podem causar mucosite (feridas na boca). Elas podem aparecer de dois a dez dias após a quimioterapia. Se isso acontecer, o médico e o dentista devem ser comunicados imediatamente.

Fraqueza: Alguns medicamentos usados na quimioterapia podem causar a queda dos glóbulos vermelhos, e com isso a anemia, causando cansaço e fraqueza, vertigem, falta de ar, podendo ser necessário receber transfusão de sangue.

Este cansaço e fraqueza podem ser causados também pela ação da quimioterapia nos nervos e nos músculos, levando a uma sensação de dormência e anestesia das pontas dos dedos e das pernas.

Depois do término do tratamento com estes medicamentos os sintomas desaparecem.
O paciente deve evitar atividades que exijam muito esforço físico. Os períodos de atividades devem ser alternados com períodos de repouso.

Cansaço ou Fadiga: A tensão causada pela doença, as visitas freqüentes ao centro de tratamento para receber os medicamentos e os efeitos do tratamento são fatores que contribuem para o cansaço. No entanto, esta sensação desaparece com o tempo. Algumas pessoas preferem se afastar do trabalho, outras optam por trabalhar por menos horas enquanto recebem o tratamento.

Sangramento: a quimioterapia também reduz a produção de plaquetas que são responsáveis pela coagulação do sangue e por isso podem aparecer machas roxas na pele, sangramento pela gengiva, nariz, urina e fezes pretas. Observe atentamente estes sinais. Se isto ocorrer: o médico deve ser comunicado imediatamente.

Existem algumas medicações que alteram a cor da urina, deixando-a avermelhada, mas esta coloração permanece só por algumas horas, retornando ao normal em seguida.

Flebite: Devido a quimioterapia as veias do paciente podem apresentar flebite: dor no trajeto da veia, escurecimento e endurecimento, dificultando as punções. Para aliviar esta condição é aconselhável fazer compressas quentes com camomila. A receita é simples: aqueça 300ml de água e acrescente 3 colheres (sopa) de camomila ou 3 saquinhos chá de camomila. Com o auxílio de um pano limpo, coloque esta solução sobre os braços do paciente, onde as veias estão mais doloridas ou escuras.

Este procedimento deve ser repetido três vezes ao dia, com água sempre quente. Troque esta solução todos os dias, preparando outra nova.

Além disso, é aconselhável também fazer exercícios com uma bolinha de borracha macia e pequena. O paciente deve apertar a bolinha por 10 minutos, seis vezes ao dia.

Tratamento do Paciente com Câncer

Quimioterapia

Vias Mais Comuns de Administração de Quimioterapia em Onco-Hematologia

Duração do Tratamento

Intervalo Entre as Aplicações de Quimioterapia

Ausência nas Sessões de Quimioterapia

O Que Levar na Consulta Médica

Dor com a Quimioterapia na Veia

Restrições Após Receber a Quimioterapia por Via Intramuscular

O Que o Paciente Deve Informar aos Médicos de Outras Especialidades
que Vier a Consultar?


Demais Medicamentos

A Doença e o Trabalho

Higiene Pessoal

Sexualidade

Menstruação

Dicas para o Dia-a-Dia

Voltar - Enfermagem